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Ser Português, Cada um diga de sua justiça
| Kamen |
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Grande Escritor
    
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Nota introdotória: ISto estava para ser colocado no topico de messianismo em resposta a uma questão, mas acabou por ficar num off-topic demasiado extenso e enlouquecido. Como sou conhecido por ter opiniões extremistas e intragigentes, criei um topico. quem aqui vem, sabe bem em que se está a meter...
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Ser português é complexo. Ser Português é dificil. Pertencer e "ser"/"sentir" parte activa de um povo é complicado. Mas é suposto ser! Como já dissera, de um modo reducionista, um Povo caractriza-se por uma cultura propria, lingua propria e história própria. O Povo português fez a historia. Embarcou nim rito iniciatico colectivo, viajando para o Oeste, eplo mar, em busca de novas teras. É uma coisa do inconsciente colectivo, o Oeste é por exelencia a terra prometida. Temos exemplos disso no Budismo Chinês e JAponês, onde a Terra da Paz ficava a Oeste, na expansão Americana, e em muitas tradições Europeias. O Oceano é a representação preferencial para o Caos, as águas, sem forma, são a representação do começo. Ao erguer "terra", descobrindo-a perdida no Ocenao, Portugal recriou o acto divino da construção do mundo. Onde quer que se atracasse, para se contruir uma cidade/entreposto/porto, uma coluna era erguida, um pilar, um marco. Esta Coluna, com o brsão de Portugal, com a cruz de cristo, estabelecia imediatamente uma ligação entre a nova terra e o céu, o local passava a ser civilizado, a Ordem tinha descido ali. Ora, o que estou a dizer parece desfazado com o topico, e até é, é um extra em resposta a uma duvida apresentada. Ser um verdadeiro português é ser do mundo todo, e não o inverso. TEmos de ter as bases bem estabelecidas, temos de reconhecer e amar a nação, não como fronteira num mapa, não como equipa de fotubol, mas como lingua, cultura e historia... como tradição. Esta tradição é em sua base iniciatica. A sua compreensão converte o ser humano num Português Verdadeiro. Apartir deste ponto ele passa a poder compreender os outros povos, a os aceitar e a ser "universal". No fundo sempre será portuguÊs acima de tudo o mais, pois é esse sentimanto de nacional que o converte e abre ao mundo. Apenas quando se está com bases solidas e seguras podemos aprender mais.
A entrade de cultura estrangeira é bom, mas com regras. Na realidade a cultura estrangeira não está neste momento a complementar a nossa, mas a substitui-la, agressivamente e activamente. Povos sem as três grandes bases "roubam" o que podem, e o que não podem destroem. Quantos jovem e adultos dizem à boca cheia "Eu detesto o meu País"? Quantos não acrescentam depois: "Perferia ser americano/japonês/espanhol! Esses são paises civilizados!" Aqui está a piada suprema, a cultura estrangeira está mais acessivel cá que a nossa. A busca de um identidade leva à assimilação do estrangeiro.
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
ORa bem, isto é prigoso e só lê quem quer. Isto é uma teoria estranha mas que tem as suas bases. O PS tem raizes predominantemente maçonicas. Os Maçons metem-se demasiado na nossa história. Neste momento, os dos partidos socialistas Ibéricos com as suas raizes maçonicas está a braços com a mixegenação dos dois povos, de maneira a não mistural um com o outro, mas para Portugal ser englobado por Espanha. Desde o Centro de Estudo Ibéricos (iniciativa nobre e boa, mas que está a ser usada tendenciosamente) ao crescente influxo de cultura espanhola nos nosso média, as coisas estão a piorar. Estas coisas são ditas À boca cheia pelos responsaveis, eles admitem que o seu objectivo é trazer a cultura espanhola para Portugal, para aproximar os dois povos. E a cultura Portuguêsa? Também será transmitida em Espanha? Nem em Portugal o é, quanto mais... De resto, já nas Expo 98 foi o que foi, com mais de metade das salas de expectaculo de Lisboa reservadas por companhias Espanholas, com Sevelhanas e Flamenco. E o próprio pavilhão de Espanha vendia T-Shirts com a frase "Expo 98 Lisboa-Espanha". A própria "vuelta" a Espanha começou nesse ano (ou perto disso) em Portugal, sendo guardada por policia espnhola fardada e armada. A União Europeia está também nisso... A perda da moeda é o começo da perda de identidade, a perda das fronteiras é o inicio do poder de filtrar a entrada de importações... Quem queremos enganar? Apenas temos fronteira terrestre com Espanha, quem poderá ganhar com tal coisa? Neste estado quado o terremoto de Lisboa se der (que vai dar, é inevitavel) e a base do poder nacional estiver derrobado, quando Lisboa, onde os organismos nacionais estão centrados estiver em ruinas, quem acham que vai "ajudar" a reerguer o país? Quem vai aproveitar para "recuperar o que é seu por direito"? Libertem Olivença!
- Fim da teroria da conspiração -
Pois é. Volta Sebastião, Volta! Nós estamos a trabalhar!
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Grande Escritor
    
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Finalmente isto aqueceu, andava muito morno :P.
As justificações psico-iniciáticas para os Descobrimentos Portugueses são muito bonitas, mas como sempre as pessoas que as apresentam esquecem toda uma realidade sócio-económica da altura que os tornaram possíveis. As coisas não acontecem por acaso.
Simplificando, Portugal ( ou melhor dizendo os portugueses, uma distinção subtil que também muitas vezes é esquecida) não foi em busca do Oceano em nome de algum desígnio espiritual elevado, mas sim em busca do lucro monetário. Por mais que existissem alguns visionários como o infante D.Henrique, que segundo a história que nos passou (e nada nos garante que esses aspectos mais espirituais não tenham sido acrescentados depois), ou de alguns ambiciosos como D.Afonso Albuquerque que pretendiam fundar um verdadeiro império multicural e multiracial, a grande maioria dos portugueses que participavam nessas viagens estavam muito mais interessados em obter o lucro ao fim da viagem e mais nada. Para o bem e para o mal.
Quanto à "Teoria da Conspiração", parece que não és o único a pensar assim Kamen ( e eu NÃO penso assim ):
| QUOTE ("noutro forum") | O inicio do processo de destruição final de Portugal, tinha que vir de algum lado. Com o país fragilizado era evidente que os espanhóis íam começar a corromper alguém, e a comprar portugueses como fez Filipe I, (A Portugal lo herede, lo conquisté y lo compré, lembram-se?).
Os espanhois já começaram a comprar, e Mário Soares ao que tudo indica foi dos primeiros a vender-se. Tudo aponta nesse sentido. A compra da TVI, é uma das moedas de troca. A TVI apoia Soares na campanha, produzindo de preferência escândalos e noticias mentirosas que os jornalistas da TVI com facilidade podem transformar em facto politico.
Quem quer que seja que se oponha a Soares, tem que se haver com o PS, e claro com a sua TV privativa, a TVI, sempre disposta a interromper as suas quintas das celebridades para mostrar o Pai da Pátria, e tem que se haver com o Jorge Coelho, o chefe da tropa de choque do PS (não sei se se chamará SS ou LS - Legião Socialista).
Nunca pensei que Soares descesse tão baixo. E o pior é que provavelmente ainda não desceu tudo o que tinha que descer.
A situação agrava-se de dia para dia.
Se chegarmos ao ponto de haver um golpe de Estado, o Primeiro Ministro, pedirá apoio da UE, e as tropas espanholas entram em Portugal em 72 horas, em nome da União Europeia. Os objectivos principais são: - Tomar as auto-estradas para permitir a livre circulação - Ocupar as principais capitais de distrito - Ocupar o Algarve com o argumento de proteger os turistas. - Até ao momento, os espanhois ainda não sabem como fazer com os Açores, e provavelmente não há planos, pois não se espera que haja resistência capaz.
Os Estados Unidos não farão nada, Sócrates desmobilizará as Forças Armadas e os espanhois designam uma força de ocupação, (ou melhor uma força de manutenção de paz).
Os poucos equipamentos viáveis, como as fragatas ou os F-16 serão transferidos "provisoriamente" para Espanha, até que a situação esteja sob controlo. |
Parece que uns bons reality-checks fariam bem a algumas pessoas.
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| 17th_angel |
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Bom eu neste caso acho que tenho a opinião que tanto o Kamen como o Tomoe, nalguns posts anteriores, de alguma forma, não condonam isto é: Não tenho particular orgulho em ser Português.
Mas antes de mais nada devo esclarecer que eu não sou totalmente desconhecedor da história que já teve Portugal, no entanto, aquilo que um país é(e se o é, de facto, é aquilo que o povo faz dele) ou aquilo que representa nunca pode ser apenas um passado, diga-se de passagem, envolto numa certa aura de misticismo e de glória que nós alcançámos em determinada período histórico. Não obstante deste período temporal ter sido bastante alargado. Passo a explicar:
Nas aulas de história de Portugal realmente ficamos impressionados com a história do nosso país, raios parece um argumento melhor do que muitos que tÊm saído de Hollywood ultimamente. Os cruzados na sua demanda, uma luta árdua contra os mouros infiéis, a expansão do condado Portucalense e por fim, uma luta familiar e pelo reconhecimento da independência de Portucal em relação ao reino de Leão e Castela. De facto devemos orgulhar-nos do nosso passado e pelo facto de sermos das nações mais antigas da Europa(e penso eu, do Mundo).
Os séculos seguintes também são muito ricos em termos históricos e fundamentais no forjar da nossa identidade, desde os cuidados com povoamento, o papel deveras importante desempenhado pela Igreja Católica, até ao formar do Português prorpiamente dito e a asua utilização em documentos importantes.
E depois o período áureo da nossa civilização a aventura dos Descobrimentos, acontecimentos dos quais vocês devem saber ainda mais do que eu. De qualquer maneira gostaria apenas de salientar que a nossa partida para essa iniciativa devo concordar com o Spectral, foi mais baseada em interesses económicos do que propriamente espirituais. Mas isso de forma alguma tira o mérito à nossa iniciativa e não será por isso que tal evento não nos marcou enquanto povo. Quanto mais não seja por ter formado a diáspora portuguesa a uma escala mundial. Acabando a nossa cultura por influenciar subtilmente outras.
Depois de todo este grande e glorioso passado é que me surgem as dúvidas e imprecisões, quando exactamente é que nós, deixámos de star na vanguarda do desenvolvimento do mundo?Nós, pioneiros na navegação, em grande parte na exploração comercial(devido às infra-estrutursa que tiveram de ser montadas para organizar o comércio na altura) e nas inúmeras técnicas científicas relacionadas com a navegação? Não consigo precisar, terá sido quando lentamente outros impérios começaram a surgir, disputando o nosso domínio dos mares?Sinceramente não sei, provavelmente, após a nossa época áurea dos Descobrimentos, quando Holandas e Inglaterras competiam connosco, algures aí perdemos o nosso domínio e não aplicámos o engenho que tão bem demonstráramos ter para encetar os Descobrimentos noutras áreas. E isto porquê?
E aí surge um aspecto que desgosto no nosso povo, o excessivo apego à religião, o Tomoe Kamen e outros poderão certamente explicar melhor do que eu o porquê da existência de um tal fervor religioso e preponderância da Igreja Católica entre nós. Mas também considero esse excessiva reliosidade como um verdadeiro mal! Importámos alegremente para Portugal a Inquisão, durante longo tempo deixámos o monopólio do conhecimento e do ensino(este verdadeiramente assombroso) à Igreja e em troca vimos felizes os progressos e conhecimentos desenvolvidos em outros países serem-nos negados por, de uma forma ou de outra, interferirem nos dogmas e interesses cristãos(a.ka. vaticano)
Só posso então concluir q embora o projecto dos Descobrimentos tenha beneficiado(em alturas) de autorização e conformação da Igreja junto com todo o conhecimento e progressos que dele advinham, tantas outras coisas ficaram subaproveitadas devido à influência Cristã. O q quando o nosso domínio em termos dos mares acabou efectivamente, não tínhamos nenhuma outra actividade à qual nos pudéssemos agarrar e usar como forma de desenvolvimento.(Obviamente não culpo a religião por tudo, a agricultura em Portugal nunca foi muito rentável por razões principalmente geográficas, mas em termos de disciplinas do conhecimento fomos privados de muita coisa.)
E segundo, provavelmente associado também às doutrinas católicas e também à própria forma como o nosso país foi fundado temos as monarquias absolutas que em certos aspectos poderia ser bom(tomada de decisões mais eficaz, rápida e com muito maior poder de aplicação), mas que também se poderia revelar em verdadeiros desastres, estando isto tudo muito ligado à sensatez do Rei em si. Ainda assim muitas vezes a opressão quase tirânica deste tipo de governo, propagava um mau estar entre o povo além de que as condições de vida dos populares eram frequentemente secundarizadas por quaisquer interesses que o Soberano julgasse como primordiais. Isto laiado ao fervor religioso apenas causou consequências nefastas das quais as guerras civis entre liberais e os absolutistas(que de vez em qdo surgiam) eram o exemplo mais concreto.
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E com isto entramos num período mais ou menos actual, vedados quase intelectualmente por anos de fervor e verdadeiro controlo religioso e com a instabilidade governativa causada pelo fim de um sistema decadente mas que ainda assim possuía imensa influência, temos uma experiência com o fim definitivo da monarquia e o começo da (acho que) segunda república. Que de tão instável que era também caiu num golpe militar, que deu origem ao Estado Novo. Que de resto toda a gente também já sabe que consequências trouxe para o país, para além do puro impedimento do progresso a tantos níveis mas mais grave ainda, ao transformar Portugal num país verdadeiramente miserável e submetido a uma ideologia fascista que parecia apregoar a humildade do povo português como se fosse a melhor das virtudes. Enquanto isso o resto do mundo modificou-se nos restantes países para melhor bastante melhor, assente no progresso científico e tecnológico como forma de desenvolver a prosperidade do país. No período q se seguiu À queda da ditadura e instaração da corrente(tercira república) a quem temos nós de agradecer senão a nós próprios? A entrada na outrora CEE permitia-nos uma oportunidade única, a de, à custa dos subsídios atribuídos por esta instituição, desenvolvêssemos o nosso país. Preparando-o é claro para a entrada e competição no mercado único Europeu.(Não há bela sem senão). A partir desse ponto que eu considero como fulcral e que poderia ter sido o ponto de viragem, Portugal em grande parte desperdiçou esse dinheiro, algum dele não o aplicando bem outra parte, simplesmente alguém ficou com ele. O que parece q fica com esta nova responsabilidade que a liberdade nos trouxe, é a lição de que os portugueses não estavam preparados para ela. Enquanto povo esperamos levar uma vida pacata e pacífica sem demasiadas confusões, não assumindo as responsabilidades que temos para com o futuro, e não para com o nosso, mas para com o futuro do país em si e principalmente das gerações futuras. É este todo conjunto de características que me leva a não ter grande orgulho em ser Português. Mas não me interpretem mal, eu acho o Português em si uma língua incrível e muito rica, assim como tenho orgulho no nosso passado e nas personalidades que nas várias áreas se vão destacando a nível mundial. Mas enquanto povo que trabalha em conjunto para atingir determinados fins?Sendo o principal deles todos o bem-estar e desenvolvimento colectivo?Então não, não me orgulho em ser português e não me sinto como tal.
P.S.- Este post, moderadores, se parecer demasiado à lá Rubyworks apaguem-nos de imediato :P acho que fui um pouco off-topic. Mas espero ter me expressado correctamente.
P.S.1.- Esta minha posição não significa automaticamente que eu queria ser norte-americano(por acaso detesto os E.U.A) ou japonês, ou Francês, ou Italiano ou etc.
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| Kamen |
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E aqui está um intenso desconhecimento de história e sociologia. Todos os grandes projectos têm, como é natural, ovelhas negras. A maioria das vezes as ideias são tidas por "visionarios" inpirados e com o melhor dos povos em mente. Mas quem usa isso por vezes tem outras coisas em mente. Por mais que se estudo, chega-se sempre à mesma coisa, o "motor das caravelas" era a cruz vemelha que nelas assentava, a Ordem de Cruisto. O Infante D. Henrique era Gão mestre desta ordem, e estas ordem de cariz iniciatico esteve sempre na base da formação dos grandes capitães. Basta uma visita a tomar ou a oputros pontos do país, como os Jeronimos, para ver a riqueza esoterica e ideologica que estes "Templários" tinham. Os seus conhecimentos estavam espandidos por vários povos e religiões, que no médio oriente, durante as cruzadas, recolheram, permitindo em Portugal, os mestrurar como que num cadinho. Mas todas as ideias e ideologias podem ser usadas para o bem ou para o mal. Não haja duvida, os descobrimentos eram uma fonte de lucro, mas simultanemanete de riquesa espiritual. As tretas do vaticano nunca, e volto a reafirmar, nunca tiveram muito em voga nos altos níveis do país. Basta apontar para o atrito entre D. Dinis e o vaticano, entre D Afonso III e o vaticano, entre D Afonso Henriques e o vaticano, etc. Destes episodios resultaram excomungações nacionais! Ora, eramos catolicos, mas tinhamos as coisas adaptadas. O exemplo maximo são o culto mariano e as festas do espirito santo, que espalhamos (ambas as tradições) por todo o mundo, criando assim, um dia em que todo o povo português se unia em celebração do quinto império. A queda para o vaticano deu-se com D João III, um rei oficialmente defeciente mental, cuja mulher, espalhola, tratou de ajudar, trazendo o "progresso espanol para cá. Nesta altura caiu a Ordem de Cristo. A inovação maritima estagnou. Mais tarde, depois dos Filipes, as armarias nacionais foram pilhadas para espanha, sendo recentemente encontradas em Sevilha 700 canhões de bronze com o simbolo nacional. O motivo era simples, desmilitarizar o país e impedir a revolta. D Sebastião foi endotrinado ferranhamente por padres, pois ele era o desejado antes de nascer. A igreja enlouqueceu-o e daí foi sempre a descer.
Saltando. O Estado Novo, impôs como medida de controlo o orgulho nacional. Se o povo amasse a pátria, amaria os seus representantes e daria a vida por ela de livre vontade. Qaundo caiu, tudo o que era bandeira do regime caido foi considerado retrogrado por uma classe de politicos que passara boa parte da sua vida no estrangeiro, despresando a cultura portuguêsa e suspirando olhando para o seu redor. Qaundo voltaram queriam que portugal fosse aquilo a que estavam habituados. Quem falhou aqui? O Estado novo e o regime actual simultaneamente. O velho por usar a historia e a cultura de maneira tendenciosa. E dos novos, por em vez de tentarem ver a verdade, perferiram descartar tudo como "retrogrado".
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| QUOTE | E aqui está um intenso desconhecimento de história e sociologia. Todos os grandes projectos têm, como é natural, ovelhas negras. A maioria das vezes as ideias são tidas por "visionarios" inpirados e com o melhor dos povos em mente. Mas quem usa isso por vezes tem outras coisas em mente. Por mais que se estudo, chega-se sempre à mesma coisa, o "motor das caravelas" era a cruz vemelha que nelas assentava, a Ordem de Cruisto. O Infante D. Henrique |
Desculpa lá, mas isso é BS e uma concepção da História muito antiquada. Quer queiras quer não,muito mais importante na evolução da história são as condições económico-sociais que os indíviduos. Os indivíduos que realmente deram um guinão fortíssimo à História são raríssimos ( Alexandre o Grande pex.) Sem o Infante D. Henrique haveria Descobrimentos.
| QUOTE | | o mestre desta ordem, e estas ordem de cariz iniciatico esteve sempre na base da formação dos grandes capitães. Basta uma visita a tomar ou a oputros pontos do país, como os Jeronimos, para ver a riqueza esoterica e ideologica que estes "Templários" tinham. Os seus conhecimentos estavam espandidos por vários povos e religiões, que no médio oriente, durante as cruzadas, recolheram, permitindo em Portugal, os mestrurar como que num cadinho. |
Muito mais importantes foram os conhecimentos práticos adquiridos durante as primeiras explorações. E não é preciso puxar de uma ordem iniciática para descrever a influência do conhecimento judaico-árabe no arranque dos Descobrimentos.
| QUOTE | | Destes episodios resultaram excomungações nacionais! |
Não deites foguetes, isso era muito vulgar por toda a Europa Medieval. Basta lembrar o Grande Cisma, em que metade da Europa escomungou a outra, e vice-versa. A excomunhão era uma arma política.
| QUOTE | | Ora, eramos catolicos, mas tinhamos as coisas adaptadas. O exemplo maximo são o culto mariano e as festas do espirito santo, que espalhamos (ambas as tradições) por todo o mundo, criando assim, um dia em que todo o povo português se unia em celebração do quinto império. |
Isso acontecia mais ou menos um pouco por todo o lado. Por exemplo o culto dos santinhos não é só em Portugal, e pouco ou nada tem a ver com o Cristianismo original.
| QUOTE | | A inovação maritima estagnou. Mais tarde, depois dos Filipes, as armarias nacionais foram pilhadas para espanha, sendo recentemente encontradas em Sevilha 700 canhões de bronze com o simbolo nacional. O motivo era simples, desmilitarizar o país e impedir a revolta. |
A queda já tinha começado antes, todos os indícios estavam no final do reinado de D.Manuel I. D.João III até deu alguns passos certos, como começar o abandono de Marrocos. As forças portuguesas não foram pilhadas por Espanha, foram utilizadas por esta, homens e tudo. É ver a constituição da Invencível Armada, e o número de naus e tripulantes portugueses.
| QUOTE | Saltando. O Estado Novo, impôs como medida de controlo o orgulho nacional. Se o povo amasse a pátria, amaria os seus representantes e daria a vida por ela de livre vontade. Qaundo caiu, tudo o que era bandeira do regime caido foi considerado retrogrado por uma classe de politicos que passara boa parte da sua vida no estrangeiro, despresando a cultura portuguêsa e suspirando olhando para o seu redor. Qaundo voltaram queriam que portugal fosse aquilo a que estavam habituados. Quem falhou aqui? O Estado novo e o regime actual simultaneamente. O velho por usar a historia e a cultura de maneira tendenciosa. E dos novos, por em vez de tentarem ver a verdade, perferiram descartar tudo como "retrogrado". |
Tens que ver os condicionalismos da época ao fim de 70 anos de fascismo, PRECs e tais. E não concordo que tenha havido um descartar assim tão grande.
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| Kamen |
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Em nenhum ponto o que o Spectral disse invalida o que eu disse. Na realidade usara uma abordagem simplificada, por falta de tempo e tal. Efectivamente as excomungações eram uma coisa frequentissima. O seu poder baseava-se que um nobre cristão não precisa de obedecer ao Rei excomungado. Em locais como Inglaterra, França e Alemanha era um caso muitissimo sério. Este paises usavam um sistema feudal mais intenso, pelo que existiam verdadeiramente estados dentro do estado, rapidamente um nobre apoiado por outros se erguia a favor de "um dos papas" e atacava o Rei.
| QUOTE | Desculpa lá, mas isso é BS e uma concepção da História muito antiquada. Quer queiras quer não,muito mais importante na evolução da história são as condições económico-sociais que os indíviduos. Os indivíduos que realmente deram um guinão fortíssimo à História são raríssimos ( Alexandre o Grande pex.) Sem o Infante D. Henrique haveria Descobrimentos.
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Pode ser, pode não ser. Na realidade, nenhum de nós estava lá para ver. No entanto há "provas" irrefutavais que merecem uma atenção expecial, passo a citar algumas. - Na Peninsula Ibérica havia bibliotecas Mussulmanas (ampliadas por outras locais mais antigas) com escritos vários. Estes escritos iam desde religião a agricultura, passando por politica e filossofia. As suas origens eram de um pouco por todo o mundo, inclusivé Rome e Grécia. OS esturiadores freferem agora que sem as traduções feitas destes textos para latim por mussulmanos e judeus naIbéria, o renascimento poderia nunca ter acontecido. O truque está que apenas quem tem muito dinheiro tinha acesso a livros. As ordens iniciaticas e não só tinham dinheiro, muito. Como centros de saber, os mosteiros coleccionavam livros. Como tal, é apenas natural que Tomar e Alcobaça encerracem em si saberes de todo o mundo. - A excecionabilidade de D Henrique está por ser debatida. Eu próprio acho que ele estava no local certo na altura certa. Tinha poder, influencia, saber e o país todo unificado e pronto. Mas mais importante que ele, a meu ver, é o seu irmão (cujo nome me escapa), que viajava pela europa reunindo para Sagres grandes mentes da altura. D Henrique por si não era mais que outro qualquer, excepto em ter sido ele a dar a cara por um esforço imenso. Os descobrimentos eram um projecto antigo, e apenas com as bases lançadas anteriormente por figuras carismáticas como Afonso III, D Dinis e muitos outros é que foram possiveis. - então sim, sem o Infante D Henrique de certeza que haveria descobrimentos, mas alguém teve de "dar a cara" foi ele, e como tal tornou-se simbolo. DO memso modo, se Cristo tivesse sido emulado numa pira conica, o simbolo do cristianismo seria outro, mas não com menos poder. - Nota extra: Era apenas natural ele ser Grão Mestre... afinal, os nobres e reis dominavam o sagrado como um ferramenta muitas vezes, tal como nomeações de bispos e papas (em alguns casos).
| QUOTE | As forças portuguesas não foram pilhadas por Espanha, foram utilizadas por esta, homens e tudo. É ver a constituição da Invencível Armada, e o número de naus e tripulantes portugueses.
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Tenho em minha posse, um livro com o inventario dos armazens régios de Lisboa. Antes de D Sebastião Facilmente se armariam 70.000 homens apenas com armas de lá. Note-se que não falo em armaduras completas e espadas para todos, antes armaduras simples e muitas lanças (e caixas de "munições misticas"). Depois do falhanço brutal que foi a campanha ficou equipamento suficiente para armar 10.000 homens em pouco tempo. Este material foi retirado de lá pelos Filipes. O mesmo com os canhões. Dizes que foi para o esforço de guerra espanhol, então porquê guardar em Sevilha sem os usar? O falhanço da armada invensivel é uma verdadeira anedota, e seria de esperar que os espanhois tivessem aprendido algo com os romanos, mas aparentemente não. Em vários os aspectos, a armada era mesmo muito mais forte. Barcos maiores, mais bem equipados e muito bem armados. Por seu lado os Ingleses tinham barcos bastante mais pequenos. A derrota foi simples e inevitavel se pensarmos bem. Os barcos usados na Armada eram tipicos de águas do sul, do indico e tal, além de que a maioria era de carga, logo pouco manobraveis. Não estavam preparados para as águas turbulentas da zona, ao contrario dos manubraveis barcos ingleses. Moral: Cada coisa apenas faz sentido no seu contexto.
Nota extra: a minha referencia a ordens iniciaticas não se prende com o misticismo propriamente dito. Como sempre, um homem por si só pouco pode fazer. No entanto estas ordens são repositorio de conhecimento mistico (que quer dizer, em portugues antigo simplesmente "misto"). Logo estas ordens permitiam que pessoas com um nível de cultura excessional para a altura de lá saisse. Foi feita muita merda durante os descobrimentos, mas também se fez muitas coisas boas. Olhem para os ingleses e as suas clónias e impérios, e tentem comparar com o que se fazia por cá. O esquema era diferente. Vasco da Gama não descobriu o caminho maritimo para a India porque era uma viagem iniciatica e seria uma pessoa melhor por o fazer. Não, fez porque lhe mandaram encabessar um projecto que passava descobrir uma alternativa ao monopolio muçulmano de especiarias, que rendiam muito e muito dinheiro. MAs ao mesmo tempo a viagem foi espiritual. Na altura a religião e a ciencia não estavam muito separadas. Havia uma maneira de ver o mundo diferente. a Viagem é sem duvida um processo mistico. Eu até tenho um livro sobre isso, e chamo como tal a atenção para os livros de viagens medievais.
Outra nota: Que saiba Portugal nunca esteve oficialmente em crusada. Estivemos em reconquista, que era ligeiramente diferente. Também me deparei com um documento, e D Dinis, no qual ele pagava a um Nobre todas as despezas e ainda um bonus, para ele ir à Terra Santa por 4 anos, em seu nome, lutar. Notem o esquema, o Rei mandou UM homem... interessante.
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