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Histórias, Histórias da autoria de João Silva
| silent_dark |
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Escritor de 2ª
   
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Li os teus textos para a minha candidatura e venho, enfim, postar aqui a minha crítica. Prepara-te: é um pouco longa...
Mundos Rivais No que toca aos Mundos Rivais, a início, não soube bem como os classificar. Talvez por ser um estreante na literatura fantástica e não ter muita carga de leitura desta área em cima, espantou-me ver coisas como andarilhos num livro deste género. Assim, dentro da minha cabeça surgiu algo que eu apelidei de epi(s)c(i)-fi, uma história de fantasia épica mas com elementos mais modernos ou mesmo futuristas. Provavelmente, isso não há de ser nada de novo nesta área, mas mais uma vez reafirmo a minha ignorância, que me levou a ver os teus textos duma maneira muito diferente. Assim, uma das coisas que posso já à partida elogiar no teu livro é essa mistura, esta miscelânea entre passado e lufadas de futuro. Quanto à história, como um todo, vou desenvolvendo muitas das minhas opiniões à medida que for analisando os pormenores, mas posso dizer que me pareceu bem conseguida, inteligentemente e cuidadosamente construída e, dum modo geral, estou a apreciar bastante e tenho pena não ainda não ter podido ler mais. Julgo que consegues ser original e criativo. Resumidamente, estou a gostar. Vejamos agora as anotações que eu fui tirando à medida que lia... A primeira pergunta que me surgiu foi logo nas primeiras linhas ao ler Droylian. Existe alguma estudo de cariz filológico/ linguístico por detrás dos nomes da tua história? Ou a língua vai sendo criada à medida que é precisa? Tudo depende do desenvolvimento que quiseres dar à tua história: se quiseres dar mostras dum mundo variado em termos de línguas e mesmo transcrever excertos dum diálogo no idioma original, naturalmente que te aconselho a desenvolver pelo menos uma gramática base; se não for esse o caso, e o aparecimento das línguas se resumir ao nome de locais e pessoas e eventualmente uma palavra solta ou outra, então, julgo que, somente se quiseres o contrário, podes dispensar tal estudo para efeitos práticos. “Nas suas brincadeiras era preciso chegar à “casa” para ganhar, não bastava descobrir os esconderijos dos outros.” Bem, o jogo normal das escondidas não é assim? Se é, então para quê “casa” entre aspas? Aliás, para que toda esta frase com informação adicional? Julgo que seria significativa se houvessem diferenças entre o jogo das escondidas de lá e o de cá, mas não havendo, para quê estar a descrevê-lo? A cena em que o pai repreende as crianças foi muito do meu agrado. Gosto desses ambientes infantis porque não os exploro na minha história, mas eles me tocam profundamente. (Se vires o comentário ao texto da Nirky compreenderás até que ponto eu aprecio tais ambientes...) E assim, sempre que vejo alguém a reconstrui-los, e bem, então fico muito tocado. E gostei da tua cena. Fez-me lembrar os tempos de infância... “Era como se alguém tivesse apunhalado a paisagem”. É uma bela comparação. E estas frases mais bem conseguidas gosto de as apontar porque são as que mexem com o leitor. “Celydiun” quando aparece pela primeira vez, ainda não foi referido, se não li mal, uma única vez. Pressuponho que seja o bosque, apesar do nome para este que já antes referiste, mas julgo que uma clarificação não tinha nada a perder... Até porque, mais tarde, na fala “- Tu não és de Celydiun?!?!” me parece afinal que a dita palavra refere-se mas é ao planeta, e não mais ao bosque...Aliás, essa teoria confirmou-se quando aparece “..., ao entrar em Celydiun”. Logo a seguir ao aparecimento desta palavra, surge-me outra questão. “...permanecia intacto à sua volta,...” Como é isso possível, se tu antes dizes que a fenda “...espalhando destruição em todas as direcções.” ? “Pôs o primeiro pé no chão da floresta como um marinheiro que põe o pé em terra firma depois de meses no mar.”- Mais uma vez, uma excelente comparação, um exemplo de criatividade muito bem pensado. Os “druan” surgiram-me um tanto ao quanto aparentados com os druidas celtas. Não serão uma reminiscência desses? Claro que me baseio apenas naquilo que pude ler- pode ser que, mais tarde, se revelem totalmente diferentes. Porém, coisas como “grandes reuniões”, “protectores da floresta”, “poderes especiais”, “magia”... bem, soam um bocado a druidas, não? Mas isso é legítimo! Temos de arranjar inspiração em algum lado. Mas se os tentasses recriar um pouco, não seria uma tentativa fútil, isto, se eles efectivamente tiverem tantos hábitos em comum com os druidas. Aliás, até pode acontecer que os queiras mesmo parecidos com os druidas e, aí, o caso muda totalmente de figura. “...que terminassem a refeição iram pôr-se...” É só para contribuir para a correcção dos erros, uma das tarefas mais incómodas numa revisão: não é, naturalmente, “iram”, mas sim “iriam”. “...retirando a verdade das mentes das memórias dos envolvidos...”- curioso, fez-me lembrar o MIB, se bem que aqui, o caso difere totalmente dos druidas! Estamos a falar dum pormenor comum, nada mais, e um pormenor com poderes muito interessantes...Gostava de o ver usado... “... na sua pele verdejante.” Esta ideia de a floresta ter uma pele apaixonou-me particularmente e tenho de ta elogiar. Muito bem conseguido! “Mas talvez haja uma maneira de te podermos ajudar.”- Bom suspense para o próximo capítulo. Efeito literário muito bem alcançado. E olha que eu também já estou ansioso por saber que é que o druan tem em mente para ajudar Korg...
Cursed Swords Bem, a esta curta história, só posso dizer que é muito boa. Apreciei-a, mesmo só sendo centrada numa pessoa, e não deixando antever nada do que possa estar antes ou depois do acontecimento narrado. O mistério é sempre agradável. Saliento o facto de estar em inglês, que é, naturalmente, óptimo para o mercado e publicação.
Zuron Numa análise geral, sou franco, preferi Zuron aos Mundos Rivais. Talvez por as personagens femininas me cativarem muito e tu teres conseguido uma rapariga particularmente potente. Talvez pela ideia política de manter um império. Talvez por causa do combate inicial. Talvez por causa de ser mais negro. Talvez por causa de...Não sei, mas gostei mesmo mais de Zuron. Enfim, os pormenores talvez te elucidem mais um pouco. “Tsa Korg” Suponho que seja o mesmo dos Mundos Rivais, logo deve haver uma inter-relação entre as duas obras. A primeira quebra que estabeleces, entre o combate e os “nove anos antes”, é emocionante e obriga o leitor a pacientar-se o que é muito bom. Eu , pessoalmente, também gosto de fazer isso, domesticar o leitor, isto é, não lhe dar todo como ele ávido e sôfrego deseja, mas antes andar com voltas e rodeios, analepses e prolepses, quebras e avanços e recuos, tudo para o obrigar a ler e a ler mais. Na realidade, eu chego ao ponto de fazer isso para o irritar. Gosto muito, eu, de gozar com os leitores. Mas tu faze-lo bem com esta quebra. A máquina que em seguida nos é descrita atraiu particularmente a minha atenção e gostei muito dela. Pareceu-me uma ideia muito bem conseguida e deleitou-me ver aquela engenhoca a funcionar. Porém, uma imagem ajudaria a ter uma ideia muito melhor. Tens acaso alguma? É que a poderias acrescentar no teu site... “vaan” Gostei de ver que era energia negra. Lá está, eu gosto do negro. Cada leitor satisfaz-se mais com aquilo que é do seu agrado. Eu gosto do negro e da noite, claro que apreciei ver uma energia negra! “...como uma criança sedente de leite materno.”- Outra bela comparação! “...com uma túnica esverdeada.”- Já reparei que tens um particular gosto pelo verde.
Bem, espero que esta crítica te possa ser dalgum modo útil.
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| maguskrool |
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Obrigado pelo feedback e pelas boas vindas. Tenho andado muito ausente porque a faculdade e outros projectos não me têm mesmo permitido dedicar-me à escrita. :( Mas talvez a situação mude em breve...
Daemonfey: obrigado pelos elogios ;) Também espero que quando terminar tudo fique alguma coisa de qualidade.
silent_dark: ainda bem que temos mais candidatos :) E muito obrigado pela tua longa crítica e por teres lido tudo! Em relação ao que comentaste, alguns esclarecimentos:
Mundos Rivais é de facto uma história de fantasia mas existe uma mistura com tecnologia que podia muito bem pertencer a ambientes de sci-fi. No entanto, a maioria desta tecnologia é alimentada por magia e pela energia negra viva de Vanystos, o vaan. Apesar desta mistura de tecnologia e fantasia não ser a regra, ela não é original, eu pelos menos já a vi em várias obras explorada de maneiras variadas.
Quanto aos nomes tentei ser coerente mas só comecei um esboço de uma gramática e provavelmente algumas coisas terão de ser mudadas. Tentei manter sons e sílabas semelhantes nas palavras que criei para cada uma das várias línguas mas ainda há muito trabalho a fazer para que soem bem distintas.
A "casa" ficou entre aspas para não ser confundida com a casa real das crianças. Já tenho umas ideias para modificar essa parte, porque até agora nunca fiquei satisfeito com ela. E se para nós talvez não houvesse necessidade de aspas, para leitores não familiarizados com o jogo (pessoas mais velhas, estrangeiros, etc.) elas talvez fossem mesmo necessárias.
Celydiun é de facto o mundo. Pensei que isso fosse mais simples de perceber porque se fala da floresta de Droylian, mas talvez estivesse errado. I'll check it out.
permanecia intacto à sua volta... Hmmm... não tinha reparado nesta parte. Quando disse intacto foi com outro sentido, queria dizer que Celydiun não foi alterado na sua essência. Mas obrigado pela chamada de atenção, esta parte pode realmente fazer alguma confusão.
Os druan são como druidas na sua essência, o nome aponta para druida e para Droylian. A sua preocupação é a floresta e a sua defesa e equilíbrio. Os seus poderes e parte da sua filosofia, porém, afastam-nos muito dos druidas celtas. Cada druan possui poderes de um certo tipo - fogo, água, mente, sombra, etc. - e ao contrário da maioria das coisas que li noutros livros, não se isolam na floresta e são até encorajados a descobrir mais sobre o resto do mundo em que vivem. E o Azun vai usar os seus poderes mentais de formas muito variadas ao longo da história.
Zuron: a Enifri é uma jovem rapariga que tem vindo a ser moldada pelos acontecimentos que marcaram a sua vida, pelo seu estatuto de nobre e pela própria natureza de Vanystos. Ainda não tenho nenhuma imagem dos olhos de Bazimz :( O verde é parte natural da imagem dos Zuron. Os seus cabelos esverdeados são os traços inconfundíveis da sua nobreza e por isso essa cor é privilegiada na sua roupa e decoração. Isto não significa que todas as famílias nobres tenham traços semelhantes ou sequer que tenham traços físicos distintos do resto da população.
Vou ver se actualizo o site, mais uma vez obrigado pelos comentários!
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| Snipper Lundur |
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Grande Escritor
    
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Posts: 1,068
Member No.: 26
Joined: 15-April 04

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Também já li o que estava disponível no site, e devo dizer que me agradou imenso, já que se vê bem que há talento presente. Em primeiro lugar, uma grande maisvalia do trabalho é a escrita cuidada. É claro que a história é muito importante, as ideias originais são valorizadas e por aí fora, mas eu acho que o ponto de partida está em conseguir ler tudo sem precisar de parar constantemente para reflectir sobre o que é que está ali escrito afinal. E o único erro que encontrei foi de facto o que já o silent_dark apontou, assim que terminassem a refeição iram pôr-se de novo a caminho. . Em adição à qualidade de escrita vem a qualidade das ideias, já que, embora apenas ligeiramente descortinado, o universo que crias parece bastante trabalhado e bem sólido nas suas bases. O modo como revelas as coisas e interligas, as sugestões que deixas pendentes, todas contribuem para o deleite dos leitores ao analisar a tua obra. Por fim, elogio particularmente o Cursed Swords, que adorei do início ao fim, não só pela ideia da história em si como pelo facto de tudo girar à volta daquele personagem, que no entanto está profundamente entrelaçado com terceiros, dos quais apenas levantas um pouco o véu para a história, dando-nos o conhecimento necessário e estimulando-nos a imaginar livremente tudo o que não foi especificado. Fantástico. Além disso, junta-se o trágico e no entanto glorioso fim do personagem, que revela toda a sua inteligência e bravura com tal determinação, tal astúcia, ao "fazer batota" para findar a maldição. Pura e simplesmente brutal. Merece com clareza a publicação que obteve. Os meus parabéns.
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