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 O Sexo dos Anjos, Another one
noonessoul
Posted: Aug 1 2005, 12:02 AM


Membro do Círculo


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Joined: 29-March 04



Tinha falado que estava a braços com dois contos, portanto aqui vai o segundo (tal como o outro, não o acho especialmente fantástico, tal como dizia ao Oblivion ainda há pouco, mas...)


O Sexo dos Anjos



This post has been edited by noonessoul on Aug 31 2012, 05:52 AM
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17th_angel
Posted: Aug 4 2005, 02:02 AM


Escritor sem editora


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Bem acho q me entusiasmei um pouco com a crítica, espero q me perdoem. E queria também desde já dizer q a crític abasei-ase também muito em significados q depreendi do teu texto e q por isso poderão estar errados. Contudo aqui vai:

Bom já li o teu conto e agora aí vai a minha apreciação:

Gostei bastante do cenário que foi criado para este conto, um mundo que é dividido em dois, em duas facções tão distintas que se opõem completamente (ou pelo menos é o q se pensa no início) foi uma boa ideia, em especial como foi aplocada para separar os blocos dos “religiosos fanáticos” e dos pecadores inveterados”. Como forma de crítica para duas posições tão extremadas como o são no conto penso que foi bem desenvolvido.
Em especial quando nos apresentas os dois lados das facções com Edwards e Catherine, cujos caminhos se cruzaram e trouxeram grandes mudanças no final.
Foi bem explorada a visão de Edwards de como o mundo era segundo a óptica da facção em q ele se inseria, assim como alguns dos ritos próprios desta e também um pouco da história q os levou até àquele ponto de extremismo de posições.
Gostei especialmente do pormenor da droga q controlava a população, da nuvem apocalíptica q de facto dava um grande ambiente sombrio àquele mundo e da auto-mutilação do Edwards pelos pensamentos pecaminosos q ainda tinha, apesar de tudo.(Demonstrando q realmente tantas privações não podiam ser de todo a vontade de Deus).
E depois Catherine, q representou a outra facção da história, os “impuros”, q davam demasiada atenção aos prazeres carnais, é de facto a relação entre Edwards e Catherine q torna as coisas tão interessantes, a forma como ele a deseja, e como a coincidência de ele ser nomeado o próximo sacerdote a leva a aproximar-se dele, tendo isto consequências desastrosas, mas para mim é sobretudo o inserir de uma relação do q a mim, ainda assim, parece uma relação de alguma espécie de amor q de algum modo, pode perturbar smp o equilíbrio das coisas.(Isto soou demasiado sentimentalista).
E depois da inevitável confissão q Catherine lhe faz vem a conclusão q, para mim, foi a parte, de alguma forma, mais fraca.
Eu não percebi bem como é q a Catherine teve acesso a todas aquelas informações, principalmente sendo informações daquela natureza, nem sequer aquele homem na “igreja convertida” q ela frequentava, me parecia provável como fonte, pois no final é dito q ambos os líderes das duas facções trabalhavam em conjunto para manter o poder, n tendo ele interesse em revelar-lhe isso.(posso ter percebido também mal).
E em segundo lugar, Edwards um homem tão fervorosamente religioso, ouve as confissões de Catherine e aceita-as quase de imediato, embora haja aspectos dos quais q ele pudesse claramente duvidar, tudo bem, mas rejeitar logo toda a sua religião como sendo falsa…acho improvável.(Apesar das pseudo-chamadas a cobrar para Deus).
A situação toda q lhe é revelada pelo sacerdote é que também está muito bem pensada, afinal o propósito daquela religião e do estado em q as coisas estavam era o de manter as populações sobre controlo e garantir o poder para os saerdotes de ambas as facções.
Em especial qdo pensamos em tudo o q foi feito para garantir e assegurar esse controlo(a nuvem, a droga, as duas posições extremistas e as epidemias), faz-nos pensar no quão corrupto pode ser o Homem e quão má pode ser a sua natureza.
Mas depois outra vez o final desilude-me um pouco, mesmo ante um cenário tão apocalíptico Edwards consegue reverter as coisas no final, sozinho parece-me, acho isso ilógico novamente, mas then again pode ser simplesmente o meu lado pessimista a falar e q seguramente preferiria ver um final sombrio…

Em conclusão, gostei, gostei bastante do conto e do cenário negro q nos é apresentado, assim como a aproximação das duas facções personificadas em Edwards e Catherine, estando também bem escrito, embora tenha achado q o final deveria ter sido diferente.
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noonessoul
Posted: Aug 4 2005, 11:04 AM


Membro do Círculo


Group: Members
Posts: 164
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Joined: 29-March 04



Uma chamada de atenção: o Edwards não aceita cegamente o que a Catherine lhe diz, tanto que vai ao Templo e diz para onde ela foi enquanto tenta apurar a veracidade das suas revelações.

Quando escrevi, pensei que Catherine tivesse essas informações através do negro da margem sul, que era o líder da facção sexual, mas isso pode não ter ficado muito claro.

Pensa no que uma revelação, feita por Edwards depois de matar o sacerdote, pode fazer a toda a população? Repara que não é uma coisa imediata, fala-se em doze anos até à cena de Ed, Cat e os filhos. Mas talvez eu tenha puxado muito nesse sentido e não se compreenda bem.

Obrigado pela critica, espero que tenhas gostado.
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Oblivion
Posted: Aug 22 2005, 02:05 PM


Boss (not bottled)


Group: Admin
Posts: 2,256
Member No.: 1
Joined: 29-March 04



Embora o texto tenha pecado por alguns exageros convenientes ao desfecho, e por tudo acontecer demasiado repentinamente, no global pareceu-me melhor que o anterior que nos apresentaste. A crítica às religiões estarem nas mãos dos sacerdotes é bastante óbvia, entre outras como o fanatismo religioso.
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noonessoul
Posted: Aug 31 2005, 09:09 PM


Membro do Círculo


Group: Members
Posts: 164
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Joined: 29-March 04



Julgas realmente ser melhor? Cá está a minha opinião sobre os meus textos a ser contrariada pelos leitores ;)
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Snipper Lundur
Posted: Sep 2 2005, 12:24 AM


Grande Escritor


Group: Moderadores
Posts: 1,068
Member No.: 26
Joined: 15-April 04



Ok, eu também gostei da história, está muito bem escrita e tem um setting muito bem pensado e desenvolvido. É interessante o paralelismo inicial da história entre o Edwards e a Cat, embora me pareça que as partes iniciais com a Cat sejam praticamente só para encher, sendo o Ed claramente a personagem principal.

Concordo que é estranha a forma como a Cat tem a info, embora seja plausível que alguém que ande pelas duas facções seja tentada a investigar bem. Não gostei da cena entre ela e o líder, pois não tem motivos aparentes, é um foco dramático que me parece injustificado. Talvez se os anteriores excertos da Cat se centrassem mais na história entre ela e o homem...

Também acho que o Ed aceitou tudo rápido demais. Ceder imediatamente ao desejo parece-me pouco credível já que alguém com crenças tão enraizadas provavelmente ia sentir era uma imediata repugna. Além disso é também muito rápido a aceitar. Outra coisa de que não gosto é a facilidade com que o Sacerdote revela tudo. Parece um vilão cliché das histórias que conta o seu plano maléfico ao detalhe quando pensa que vai ganhar. Algo de tal envergadura devia ser revelado lentamente, talvez mesmo instaurado de forma a corroer as crenças apenas aos poucos com a oferta do poder, pois assim, mesmo não tendo o Ed o estímulo, era óbvio o conflito que iria ser gerado. Se eu fosse o sacerdote, não me convenceria com um "— Bem, gostava de perceber aquilo que vou comandar."

Fora estes detalhes, gostei imenso. Muito bom titulo, adorei aquele "finalmente", e acho a historia bem desenvolvida e contada. Também me queixei da forma como era revelado o plano maléfico, mas agora elogio o plano maléfico em si. Coerente e bem pensado.
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umbrae
Posted: Oct 15 2005, 02:55 PM


Escritor de 2ª


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Member No.: 100
Joined: 21-March 05



Soul os teus textos tem uma capacidade que muitos textos de ficção científica não fazem. Pareceram-se bastante credíveis e sólidos. Tens um escrita fluida, não demasiado complicada nem excessivamente simples. Já antes tinha lido o texto, mas só agora é que o vou comentar. Por fim só tenho a dizer que me deu prazer ler o texto o que é mais de metade do caminho para eu o considerar muito bom.

Aspectos positivos:
Gostei da ironia sempre presente em todo o texto, como por exemplo:
"de ambos, a Chelsea, criada para que a família se prolongasse e para trazer mais alegria à vida de ambos. Era tão engraçado, dizia Edwards. E as leis de Deus eram respeitadas acima de tudo…" - gostei do promenor da televisão segundo a realidade.

"Podia sempre pegar no seu videofone e, marcando o número de valor acrescentado, comunicar com o seu Pai Supremo, mas a meditação era tão mais pura e barata. " - esta ironia/crítica fez-me sorrir. Muito bem colocado no texto.

Também gostei da história do profeta. Embora a cena da gargalahda do génio louco é um pouco dispensável.

Tenho algumas críticas a fazer:

1º - É demasiado repentino a maneira como ele acredita em Cat. é esquezito como ele, com pouca ou nenhuma prova, durante um "pecado" consegue absorver e acreditar cada palavra.

2º - Não gostei da maneira como o sacerdote lhe revela a verdade. Penso que não era necessário o Ed dizer " Quero conhecer aquilo que vou governar." Soa mal e é uma justificação pouco aceitável. O natural para mim era o acerdote ir dizendo a verdade quando ele se tornasse sarcedote. Era mais natural. Podia prometer-lhe poder com este segredo, pois depois de morto o sacerdote não iria ganhar com o poder do Ed. Para além disso o sacerdote tinha de o ensinar a mexer na máquina de fazer a voz de Deus.

3º - O sacerdote morrer com um tiro. Como é que Ed conseguiu uma pistola?


"A Sua paciência, ainda que crédula nos Seus filhos, esgotou-se e Ele enviou-nos as suas pragas: VIH, SSF, TPS… Lançou-nos o fogo purgador dos Seus pesadelos! — Edwards sentia que o padre se entusiasmava cada vez mais, mesmo que ninguém o fizesse com ele. Por fim, com um suave suspiro, o sacerdote deu por terminada a cerimónia e toda aquela multidão trajando de branco abandonou os seus bancos e deixou o edifício."

Eu esperava mais discurso, não que ele dissesse a frase, se começasse a entusiasmar e depois desse o sermão como termiando. Penso que podias fazê-lo falar mais para atingir um clímax que penso qeu não foi atingido.

"Também eles, formas sem vida, sentiam que a vida não podia existir ali, apenas resistir. "

Repetes duas vezes vida na mesma frase. Eu tenho uma certa implicância com palavras repetidas que podiam não o ser.



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