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Discurso de Licenciatura em Física
| Tomoe |
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Escritor de 2ª
   
Group: Moderadores
Posts: 564
Member No.: 7
Joined: 29-March 04

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Ora bem, com a aproximação da Semana do Enterro em Aveiro, para alem do fabrico de um carro alegoico de cada curso, é tambem pedido um discurso, que ajudará com pontos na classificação do mesmo carro. Ora, a tarefa de escrita de tal discurso caio sobre mim, como tal, depois de alguns segundos de reflexão, decidi agarrar no tema do meu post neste mesmo forum á cerca de Praxe Academica e desenvolve-lo num glorioso discurso. E é isso que aqui vou postar, um tratado de Alquimia Academica. Tentem ter em conta que isto é para ser incluido na festa academica, portanto haverão partes que não são para ser levadas demasiado a serio, mas isso em apenas alguns trechos. Espero que gostem, e subretudo, aprendam:
Praxe como parte integrante de um dos últimos rituais iniciáticos e alquímicos da sociedade moderna
Saudações caros colegas de academia, caloiros, veteranos, funcionários administrativos e todos os outros.
Muitos criticam e maldizem a Praxe Académica como uma barbárica humilhação aos novos chegados ao mundo académico, uma troça, um gozo, um descarregar de frustrações vivenciais em cima daqueles que, novos e inexperientes, estão vulneráveis a tais ataques. Pois bem, nada neste mundo pode ser classificado de uma forma assim tão simples e linear. De uma forma exotérica de facto a Praxe pode ser reduzida a uma explicação assim tão ignóbil, pois a esses ditos intelectuais e doutores iluminados, produtos de uma educação castradora da mente e do espírito, baseada nos movimentos positivistas e cartesianistas, falta-lhes a humanidade e os olhos para compreenderem a Praxe como ela na realidade é: a primeira, e essencial fase da Grande Obra Alquímica Académica.
Praxe, como é sabido, significa “tradição”, algo ancestral e imortal, que se prolonga através de culturas e sociedades, originário nas mais profundas e longínquas memórias do ser Humano, como parte integrante do seu ser. Este facto por vezes parece escapar a muitos, parecem pensar que este nome foi utilizado, como que roubado, para justificar essas ditas barbaridades em vez de verem a Praxe como ela é. A Praxe na realidade é um verdadeiro Ritual Iniciático, ao mesmo nível das iniciações oferecidas por sociedades esotéricas como a Franco-maçonaria, a Ordem Rosa+Cruz e tantas outras. Observemos então, olhando com especial interesse para a tradição de Praxe Académica de Aveiro:
O Caloiro, leia-se Neófito, ingressa numa academia de conhecimento, um ambiente de alto intelectualismo, casa das elites, um centro de formação de homens e mulheres elevados. Mas de facto este ainda não pertence realmente a esta ambiência luminosa, pois ainda é um homem vulgar que chegou do mundo exterior e cujos hábitos e ideias poderão destabilizar a egrégora académica reinante no Campos. Como tal, é aqui que entra a primeira fase do processo alquímico, cercado de Mestres de gabões negros e cabeças encapuçadas, a decomposição e desagregação da matéria-prima inicia-se, fase chamada de Obra ao Negro, ou Nigredo. O Caloiro é literalmente decomposto, fustigado no corpo por inúmeros exercícios de resistência, mas essencialmente é decomposta a sua mente, o seu ego, arrogância e preconceitos, tudo é destruído na Praxe. O Caloiro é rebaixado, juntamente com os seus pares, deixou de haver classe social, religião ou berço de ouro. Foi desagregado, deixou de ser o homem que era e renascerá como um novo homem. A isto não podemos deixar de assinalar o crucial ritual do “enterro”, este é novamente o símbolo da morte ritual do Caloiro, constantemente acompanhado do cântico lúgubre de “Morte ao Caloiro, o Caloiro vai Morrer”, momento presente em qualquer Iniciação de qualquer Ordem de Mistérios do mundo. Depois deste momento o Caloiro efectivamente morre, e renasce como um iniciado, um Estudante da Academia, mas este é de longe o fim da sua jornada Alquímica.
Como Estudantes, e homens mortos e renascidos, iniciam o seguinte passo da Grande Obra Alquímica Académica. Esta não é mais que o estudo, a aprendizagens das cadeiras onde Mestre elevados lhes transmitem os Mistérios do Homem e do Universo. O Estudante é condicionado na chama do conhecimento, no longo e árduo processo a que se dá o nome de Obra ao Branco ou Albedo. Mais do que assimilar as lições dos Mestres o Estudante reconstrói-se, tem que fazer uma viagem solitária, o estudo nos seus quartos, na biblioteca, a associação e compreensão de novos conceitos e noções, neste momento o Estudante está no Athor, o forno Alquímico, e esse não é mais que a própria Academia.
Por fim, depois de mais ou menos anos, a matéria está pronta. Decomposta e reconstruída, vitrificada na chama do conhecimento, chegou a momento final da sua Iniciação. Este dá-se no momento da Bênção aos Finalistas. Com esta o Estudante é baptizado pelo fogo, e completa-se a Grande Obra, este momento é o chamado de Obra ao Rubro ou Rubedo. O Estudante é agora um homem completo, morto, renascido, cristalizado e finalmente ígneo. Mas esta bênção do fogo tem ainda mais significado se se recordar outros momentos da Praxe Académica. No Grande Aluvião os ainda Caloiros são baptizados com água e sal, novamente entoando o seu cântico de Morte, o sal, num contexto esotérico pode-se considerar como o símbolo da terra e juntando isto à própria cidade de Aveiro, tantas vezes chamada a terra do vento, encontramos que na verdade o Caloiro e Estudante, ao longo do seu percurso alquímico, foi baptizado com Ar, Terra, Água e Fogo. Então mais do que um homem novo e cristalino, o Estudante é um com o mundo e com os elementos que o constituem, é um Mestre, um sábio e a sua luz está pronta para iluminar outros e o Universo!
Assim, caros Caloiros e Estudantes, aqueles que não compreenderem o significado profundo da Praxe são na verdade tristes pessoas. Nunca conhecerão a plenitude de iluminação que esta transmite e os altos graus de consciência que são possíveis atingir através dela. Digo sem dúvida que quem atravessa a sua jornada Académica sem experiênciar a Praxe é um Homem menor quando comparado com um que a tenha atravessado e gozado, pois a sua Alquimia da Alma não se realizou e continuará a ser sempre apenas um homem e não um Mestre!
Valete Frates!
Quando sairem as classificações dos mesmos discursos venho cá dizer como é que este ficou.
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| Tomoe |
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Escritor de 2ª
   
Group: Moderadores
Posts: 564
Member No.: 7
Joined: 29-March 04

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Pá, pessoal, parece que houve uma confusão de informação... nomeadamente a que me derão a mim. Portanto, o discurso não ganhou, ainda, foi sim seleccionado, juntamente com outros quatro discursos, para ser lido no Sarau. Posterioemente serão dadas calssificações a esses discursos.
Ora, os filhos da mãe da organização tinham-me dito para lá estar ás 21:30... para acabar por ler o discurso á uma da matina! Depois de tres horas e meia ao frio e á seca, estão a imaginar a minha disposição... Mas o meu maior problema foi um grupo de teatro, que não tem outro nome sem ser MERDA, que fez com que 2/3 do publico abandona-se o recinto, isto juntado a outro discusro, do mais chato e monotono que há. Portanto, tive tres horas e meia para ler um discurso a meia duzia de gatos pingados.
Mas de qualquer maneira, acho que não safei mal, pelo menos o juri ainda lá estvaa para ouvir. Houve outro discurso que me pareceu bom, o de Design, até tinha umas quotes de Fernando Pessoa e tal, mas achei-o muito vago e um pouco confuso, no entanto considero-o o meu rival. Todos os outros embarcavam em politiquisses de bolso e egocentrismo do proprio curso.
Quando sairem as classificações defenitivas venho cá dizer como fiquei.
...as cenas que um gajo faz pelo curso...
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