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 Os Sonhos
Prometeu agrilhoado
Posted: Apr 11 2005, 06:27 PM


Escritor sem editora


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CARL GUSTAV JUNG

Os Sonhos

Os sonhos são pontes importantes entre processos conscientes e inconscientes. Comparado à nossa vida onírica, o pensamento consciente contém menos emoções intensas e imagens simbólicas. Os símbolos oníricos freqüentemente envolvem tanta energia psíquica, que somos compelidos a prestar atenção neles.
Para Jung, os sonhos desempenham um importante papel complementar ou compensatório. Os sonhos ajudam a equilibrar as influências variadas a que estamos expostos em nossa vida consciente, sendo que tais influências tendem a moldar nosso pensamento de maneiras freqüentemente inadequadas à nossa personalidade e individualidade. A função geral dos sonhos, para Jung, é tentar estabelecer a nossa balança psicológica pela produção de um material onírico que reconstitui equilíbrio psíquico total.

Jung abordou os sonhos como realidades vivas que precisam ser experimentadas e observadas com cuidado para serem compreendidas. Ele tentou descobrir o significado dos símbolos oníricos prestando atenção à forma e ao conteúdo do sonho e, com relação à análise dos sonhos, Jung distanciou-se gradualmente da maneira psicanalítica na livre associação.
Pelo fato do sonho lidar com símbolos, Jung achava que eles teriam mais de um significado, não podendo haver um sistema simples ou mecânico para sua interpretação. Qualquer tentativa de análise de um sonho precisa levar em conta as atitudes, a experiência e a formação do sonhador. É uma aventura comum vivida entre o analista e o analisando. O caráter das interpretações do analista é apenas experimental, até que elas sejam aceitas e sentidas como válidas pelo analisando.

Mais importante do que a compreensão cognitiva dos sonhos é o ato de experienciar o material onírico e levá-lo a sério. Para o analista junguiano devemos tratar nossos sonhos não como eventos isolados, mas como comunicações dos contínuos processos inconscientes. Para a corrente junguiana é necessário que o inconsciente torne conhecida sua própria direção, e nós devemos dar-lhe os mesmos direitos do Ego, se é que cada lado deva adaptar-se ao outro. À medida que o Ego ouve e o inconsciente é encorajado a participar desse diálogo, a posição do inconsciente é transformada daquela de um adversário para a de um amigo, com pontos de vista de algum modo diferentes mas complementares.
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Kamen
Posted: Apr 11 2005, 08:37 PM


Grande Escritor


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É uma coisa que me escapa um pouco. O inconsciente existe num reboliço constante de desejos, e re-desejos, pois sãopo desejos que o Super-ego bloqueia, e que sem serem satisfeitos aumentam a sua carga. O que me custa a perceber é como acalmar o reboliço inconsciente? Como podemos deixar a mascara para trás e viver com um ego e id proximos.
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Prometeu agrilhoado
Posted: Apr 12 2005, 10:40 AM


Escritor sem editora


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SENDO. Plenamente resgatado o inconsciente e religado ao consciente, o Homem pode então percepcionar livremente o espaço e os objectos, libertando-se simultaneamente da flutuação espúria dos desejos e reergendo diante de si a muralha da vontade. As máscaras tiram-se uma a uma e ficamos com a máscara perfeita: o Eu Superior. Deixamos de ser impelidos pelo exterior e aperfeiçoamos o volante interior. Como numa oficina existe o director e o sub-director, também nós temos um director (o consciente) e um sub-director (o inconsciente). Se um cavalo não tiver rédeas, galopa infrene. Estamos aqui para domar Saturno (que simbólicamente é o planeta das dificuldades). Suficientemente explícito, Kamen?
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Kamen
Posted: Apr 12 2005, 12:13 PM


Grande Escritor


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E era aí que queria chegar. O inconsciente é normalmente traçado como um monstro, e de certa maneira, mesmo algo a combater. Esta imagem é traçada por pessoas menos esclarecidas, e tomada como correcta por pessoas com poucas capacidades de avançar mais no assunto (tempo, comudidade, etc.). Não se trata de "demosticar" aquilo que na sua defenição é selvagem, mas sim de o assumir como complemento do outro, do consciente. Como no Yin e Yang um é complemento do outro, o positivo não existe sem o negativo. Apenas quando os dois são reconhecidos como peças do mesmo todo se pode ter uma vivencia melhor, se não completa.
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Prometeu agrilhoado
Posted: Apr 12 2005, 02:13 PM


Escritor sem editora


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É isso, exactamente. Todo o universo se sustenta num equilíbrio frágil. E o Homem como espelho/microcosmo do todo também não pode frustrar esse equilíbrio.
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