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O que é a Maçonaria?
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Grande Escritor
    
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| QUOTE | Patriarca Diz Que Católicos Não Podem Pertencer à Maçonaria Por ANTÓNIO MARUJO Sábado, 05 de Fevereiro de 2005
O cardeal-patriarca de Lisboa faz um duro ataque à Maçonaria, num texto ontem divulgado, reafirmando a posição tradicional da Igreja Católica de incompatibilidade entre ser católico e ser mação. "Um católico, consciente da sua fé e que celebra a Eucaristia não pode ser mação", diz D. José Policarpo, na nota sobre a Quaresma, o tempo litúrgico que antecede a Páscoa.
De acordo com o patriarca, a referência explícita à Maçonaria é feita por causa do que se passou em Setembro, na Basílica da Estrela. Quando morreu o ex-presidente do Tribunal Constitucional, Luís Nunes de Almeida, o grão-mestre, António Arnaut, convocou um ritual maçónico para o local, sem o conhecimento do patriarcado.
"Esta iniciativa, que considero imprudente e indevida, provocou indignação em muitos católicos, que incessantemente têm pedido um esclarecimento da Hierarquia da Igreja", escreve D. José. O PÚBLICO soube que, ao responder às queixas desses católicos, o patriarcado informava que, a devido tempo, haveria uma posição sobre o assunto.
O patriarca acrescenta que um católico que porventura seja mação "convictamente, não pode celebrar a Eucaristia", por catolicismo e Maçonaria (que veicula um "quadro gnóstico"), terem "visões inconciliáveis do sentido do homem e da história".
D. José Policarpo explica: "A Maçonaria sempre afirmou, e continua a afirmar, a prioridade absoluta da razão natural como fundamento da verdade, da moralidade e da própria crença em Deus. A Maçonaria não é um ateísmo, pois admite um 'deus da razão'. Exclui qualquer revelação sobrenatural, fonte de verdades superiores ao homem, porque têm a sua fonte em Deus, não aceitando a objectividade da verdade que a revelação nos comunica, caindo na relatividade da verdade a que cada razão individual pode chegar, fundamentando aí o seu conceito de tolerância."
A nota pastoral do cardeal situa a Maçonaria entre as visões da história racionalistas naturalistas que se contrapõem ao cristianismo e se baseiam na razão como fonte da verdade, no carácter absoluto da liberdade individual, e entre os pragmatismos de uma sociedade materialista, em que só tem valor o que é útil, rentável, ou dá prazer.
Numa mensagem que costuma ser usada para sensibilizar os católicos para a solidariedade, o patriarca recorda, no final, a necessidade de acorrer às "muitas pobrezas do nosso mundo": o drama da fome, as doenças, a solidão dos idosos, os desempregados e os imigrantes são situações concretas que D. José cita. |
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| Prometeu agrilhoado |
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Escritor sem editora
  
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Antes de mais gostava de apresentar as minhas saudações a todos e dizer que estou sinceramente sensibilizado com todo o interesse e conhecimento revelado neste site sobre a sublime arte real. Para que não sobrevenham más interpretações, o que me traz até aqui não é a mera curiosidade, mas sim a partilha desinteressada. Não nos conhecemos pelos nomes verdadeiros, e por isso posso-vos revelar que sou um Mestre Maçon. Deixo-vos então de seguida esta pequena prancha, esperando que de alguma forma possa ter alguma utilidade para o fórum. Obrigado por me receberem no vosso seio, votos da melhor saúde e um abraço fraterno.
O que é a maçonaria?
A maçonaria é uma Ordem cujas doutrinas básicas são o amor fraterno, o auxílio mútuo, a filantropia e a constante busca da verdade. A maçonaria visa também o reforço dos valores morais essenciais, perseguindo esse objectivo através do contacto regular entre homens de carácter num clima imbuído de companheirismo e fraternidade. E é precisamente pelo ênfase no carácter moral que a maçonaria se distingue de outras ordens fraternais, bem como pelo seu rico sistema de rituais e pela sua longa tradição, com uma história que remonta já aos primórdios do séc. XII. Se bem que a sua génese se perca na alvorada dos tempos, perpassando todas as grandes civilizações, com ênfase especial para a civilização egípcia. Existe um antigo provérbio maçom que diz que a maçonaria ensina os homens a serem bons e os que já o são a serem ainda melhores. Não esquecendo que, o que no homem comum é uma virtude, no maçom é o mero cumprimento de uma simples obrigação. A maçonaria incentiva e encoraja o homem a ser religioso sem defender, no entanto, uma religião em particular, o que redunda numa coexistência profícua entre homens de diferentes credos, espelhando-se logo aí a imensa abertura de espírito que caracteriza, e deve caracterizar sempre, a maçonaria, enquanto escola de pensamento e não de dogmas inquestionáveis, desenvolvendo-se na diversidade e no contributo activo daqueles que a compõem e convivem no seu seio. Deve-se ressalvar, contudo, que não sendo a maçonaria uma religião, ela defende a existência de um Ser Supremo ou princípio criador. O Grande Arquitecto do Universo, Deus, o Verbo, consoante lhe queiram chamar... A maçonaria não se revê num sistema ou partido político em particular. A sua acção na comunidade transcende, e deve sempre transcender, esse meio insidioso onde impera tão flagrantemente o interesse particular, a especulação e a falácia. São sobretudo as consciências que integram essa comunidade o instrumento de trabalho que aos maçons compete levar a cabo pelas diversas vias ao seu dispor. ‘Mens agit molem’ é sem dúvida o Graal inderrogável que faz movimentar todo o edifício maçónico. Importante é não esquecer que para a maçonaria todos os homens foram feitos iguais, não havendo entre os seus membros, distinção de raça, crença ou cor. Em suma, são três os princípios fundamentais que a norteiam: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. E é na liberdade, na liberdade livre, que o maçom persegue e realiza a constante busca da verdade, a qual é acima de tudo uma empresa individual, iniciando-se no conhecimento do próprio Eu e daí partindo para a contemplação do infinito. Devendo-se daqui depreender que a iniciação não é apenas uma iniciação exterior, ritualista, mas acima de tudo interior. Daí que se possa afirmar que a maçonaria não ensina aos homens como estes devem rezar ou o que estes devem pedir. Ao invés disso, prega que cada um tem que achar as respostas para as suas perguntas na sua própria fé, no interior do seu templo, quer seja físico ou metafísico. Deste ponto de vista, e qualquer que seja o grau exterior que pelo nosso mérito possamos alcançar, ou que já nos tenha sido conferido para compensar de alguma forma os nossos anseios e desejos de progresso, dificilmente poderemos realmente superar o grau de Aprendiz. Somos e continuaremos a ser Aprendizes por um tempo muito superior aos simbólicos três anos de idade, progredindo incansavelmente no trilho árduo da verdade e da virtude, realizando e pondo em prática a doutrina iniciática que se encontra escondida e é revelada no simbolismo deste grau, o que é sem dúvida infinitamente melhor do que ostentar os mais elevados graus maçónicos, permanecendo porém na mais odiosa e destruidora ignorância dos princípios e fins que sustentam a maçonaria. Para o verdadeiro maçom toda a vida é um ideal de perfeição, destruindo a pedra bruta que não está só a Ocidente, mas está em todo o lado. Para o maçom interessado toda a vida é uma aprendizagem activa, inteligente, zelosa e incessante, interiorizando e percebendo que tudo o que lhe surge ao caminho pode e deve ser um proveitoso material de construção para o edifício simbólico que silenciosamente testemunha o seu progresso. E o progresso é uma espiral: para cima, para diante, continuamente. Somente por meio do esforço individual é possível progredir, não olvidando porém, o aproveitamento que deve ser feito e extraído, segundo o discernimento de cada um, da experiência daqueles que já antes trilharam com sucesso o mesmo caminho. Na maçonaria, ninguém deve contentar-se em receber passivamente quaisquer tipo de ideias, conceitos ou teorias vindas do exterior, assimilando-as simplesmente, devendo pelo contrário trabalhá-las, aprendendo dessa forma a pensar, e a pensar-se, por si mesmo. É isto, em suma, o que eu penso ser a maçonaria: escola de verdade, virtude, progresso e livre - pensamento. Para finalizar, despeço-me com três princípios essenciais: Deus cria, a natureza produz e a arte multiplica...
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