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 O Ciclo do Iluminado, a natureza do Espirito Nacional
Tomoe
Posted: Feb 12 2005, 07:21 PM


Escritor de 2ª


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Este é um tema que eu já a muito tempo desejo expor mas que é extremamente complicado de abordar. Na verdade trata-se um círculo perfeito da mesma entidade ao longo de diversos tempos, nomes e culturas. No entanto vou abordar este ser apenas por uma perspectiva, a Portuguesa e Lusitana.
Para começar a explicação vou ter de criar um ângulo falso no círculo, para ter uma ponta por onde pegar.



Na visão Gnóstica da criação do Mundo, os papéis do “Bem” o do “Mal” são o bocado invertidos. Temos um ser imperfeito que cria o Mundo físico chamado Yaldabaoth, entre muitos outros nomes. Não vou aqui discutir as suas origens ou os acontecimentos relatados antes do seu nascimento pois isso é material para outro tópico. Este mesmo ser depois de criar a terra cria sete outros seres, igualmente imperfeitos para governar os sete céus do caos (Archons), onde cria também palácios e exércitos, beleza e poder para a sua própria glorificação.
Um destes filhos, Sabaoth, ouviu a repreensão de Pistis Sophia (a geradora de Yaldabaoth) ao seu pai e de imediato louvou-a, pois ela mostrou-lhe a luz do homem imortal e condenou o seu pai. Assim Pistis Sophia estendeu o seu dedo e dei-lhe um pouco da sua luz, tornando-o uma condenação para o seu pai. Então Sabaoth viu a escuridão onde vivia e odiou o seu pai, o abismo sua mãe e os seus irmãos e irmãs, e estes invejosos da sua luz fizeram guerra nos sete céus conta Sabaoth. Mas Pistis viu a guerra e puxou Sabaoth dos céus do caos e posicionou-o no sétimo céu, superior aos doze deuses do caos. Sabaoth criou um magnífico palácio e um sumptuoso trono, Pistis deu-lhe a sua filha em casamento e está instruiu-o nas coisas e seres que existiam nos céus superiores para este as criar a sua melhor semelhança.

De um ponto de vista Católico esta é a história do anjo caído Lúcifer, que se rebelou contra o criador do Mundo tornando-se Satan, o opositor, mas esta figura tem muito mais que se lhe diga. Lúcifer, O Filho da Manhã, era o mais perfeito e glorioso dos anjos, um ser de luz pura, apenas segundo a Deus. O seu simbolismo benéfico não se extingue apenas por este se ter virado contra o seu criador. Vários povos não cristão descobriram esta mesma entidade mas face a ela seguiram uma atitude mais “Gnóstica” por assim dizer.
Um desses povos foi precisamente o dos Lusitanos (habitantes da luz). Estes conheciam-no pelo nome Lu, Loci ou Lux, bastante similar a Lúcifer, mas este é mais conhecido pelo seu nome Romano Endovelicus ou Endovelico em Português actual. Este era adorado como um deus de carácter solar e medicinal mas simultaneamente como um deus subterrâneo de carácter ctónico, de certa forma misturando a visão “tradicional” de Lúcifer banido no abismo e a visão Gnóstica de Sabaoth iluminado, encaixando na definição de Lúcifer por Blavatsky: “o Espírito Santo e Satan ao mesmo tempo”.
Mais algum fundamento a esta relação é dado pela ribeira de Lucefecit, que passa junto ao suposto santuário de Endovelico da Rocha da Mina, em São Miguel da Mota no Alentejo.

Depois da onda cristianizadora da Europa, o culto “Pagão” a Endovelico foi transmutado em Culto a São Miguel Arcanjo.
Para grande ironia do destino, aquele que era o deus de todos os Lusus, torna-se o Santo Padroeiro de todos os Portugueses e o Espírito da Pátria, regente da Egrégora Nacional, isto ainda no Reinado de D. Afonso Henrique, onde a intervenção directa de São Miguel auxiliou o Rei fundador em batalhas como a contra Jusuf, soberano dos Almohades em Africa e na Andaluzia, perto da Santarém, onde o braço alado de São Miguel, empunhado uma espada em afastou os muçulmanos da estandarte nacional, e quando sobre a forma de uma bola de fogo anunciou ao Rei a sua vitoria sobre a mesma cidade de Santarém. Em homenagem a estas e outras intervenções, D. Afonso Henriques criou a Ordem de cavalaria de São Miguel da Ala ou Asa, que ficou sobre as ordens dos Templários.
Agora no conceito da Ordem Rosa Cruz, São Miguel representa o Cristo Cósmico ou o Senhor do Sol, novamente uma entidade solar. Embora com a entrada da Ordem da Jarreteira em Portugal, sobre o nome de Ordem do Cardo, o Santo invocado nas batalhas Portuguesas tenha passado a ser São Jorge, estes na visão Portuguesa na verdade eram o mesmo ser, um humano andrógino, empunhado uma lança/espada a vencer o dragão/demónio.

É agora que as coisas se complicam. São Miguel, segundo a Mitologia Católica, foi quem derrotou Lúcifer e o baniu para o abismo, sendo São Miguel o líder dos exércitos divinos (uma possível relação directa com Sabaoth cujo nome pode significar Lord of Hosts ou Lord of Armies). Assim, considerando as minhas associações correctas, isso significa que São Miguel e Lúcifer são o mesmo ser, logo ele derrotou-se a si próprio. Isto na verdade não é assim tão estranho e dá a esta entidade um poder incrível, isto significa que este Ser transcendeu-se, quebrou as amarras do seu ser, derrotou o seu aspecto inferior e baniu-o para o Abismo, tornando-se realmente um Ser iluminado, verdadeiramente santo e puro.



Ok, é esta a minha conclusão. Estava á espera de me conseguir exprimir um pouco melhor, mas não considero que tenha sido mal sucedido. O único problema é que está associação só faz sentido em território Nacional, de Portugueses para Portugueses devido á introdução de Endovelico.
Gostava de saber as vossas opiniões e mais que tudo gostava de saber se alguém é capaz de fazer esta mesma relação entre Lúcifer e São Miguel sem recorrer a um deus local.

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Sith'Ari
Posted: Feb 13 2005, 08:26 PM


Escritor de 2ª


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Muito bom texto Tomoe, deixa-me fazer-te umas "achegas"(será que esta palavra existe mesmo?)

QUOTE
De um ponto de vista Católico esta é a história do anjo caído Lúcifer, que se rebelou contra o criador do Mundo tornando-se Satan, o opositor,

Acho que é de mencionar que Sata, o opositor como lhe chamas muito bem, mencionado na Torah não era considerado uma entidade má, muito menos um rebelde. Era uma criação de Deus e cumpria o Seu Plano. A sua função simplesmente não era "agradavel" para as pessoas. Mas tens aí um texto num livro k fala melhor disto do k eu poderei falar agr.

QUOTE
Vários povos não cristão descobriram esta mesma entidade mas face a ela seguiram uma atitude mais “Gnóstica” por assim dizer.

Isto pode ser dito/interpretado de outra forma, e como tem a ver com o meu ramo de investigação ;). Eu diria que vários povos não cristãos permaneceram com as suas ideias face a estas identidades. Mas estas ideias eram mais gnósticas do que católicas(por exemplo). Sobre isto irei falar mais abaixo.

QUOTE
Embora com a entrada da Ordem da Jarreteira em Portugal, sobre o nome de Ordem do Cardo, o Santo invocado nas batalhas Portuguesas tenha passado a ser São Jorge, estes na visão Portuguesa na verdade eram o mesmo ser, um humano andrógino, empunhado uma lança/espada a vencer o dragão/demónio.

ver mais abaixo

QUOTE
(uma possível relação directa com Sabaoth cujo nome pode significar Lord of Hosts ou Lord of Armies).

Sabaoth vem do hebraico Tzabaoth que em ingles significa "hosts". Na Torah esse é um dos nomes de Deus. Tzabaoth é empregue em Elohim Tzabaoth (significa The God of Hosts) e em Jehovah Tzabaoth que significa The Lord of Hosts.

QUOTE
Gostava de saber as vossas opiniões e mais que tudo gostava de saber se alguém é capaz de fazer esta mesma relação entre Lúcifer e São Miguel sem recorrer a um deus local.

Sim, como já te disse posso faze-lo e até usar o S. Jorge na equação do que acredito ser a origem desta dicotomia, mas acho k devo preparar um texto para tal efeito.


No entanto, posso desde já apresentar uma delas:
A relação entre Sabaoth(que facilmente se identifica com Lucifer) e o Arcanjo Mikael é directa (e ainda poe Hermes Trismegisto à mistura) na Árvore da Vida da Kabbalah!!
A emanação Hod, cujo nome em português será Glória, é atribuída:
- ao Arcanjo Mikael
- ao nome de Deus Elohim Tzabaoth(Ok, nao é o Lord of Hosts, mas os gnósticos não distinguiam os dois)
- ao planeta Mercúrio, donde sai o Hermes grego, que se equaciona com Hermes Trismegisto(ok, a relação não é assim tão simples mas o que interessa é a ideia).
Infelizmente esta não é a emanação Solar, nem uma emanação que se possa relacionar com um deus subterraneo. No entanto esta dicotomia será explicada no texto que farei.
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Tomoe
Posted: Feb 13 2005, 08:57 PM


Escritor de 2ª


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QUOTE (Sith'Ari @ Feb 13 2005, 08:26 PM)
Acho que é de mencionar que Sata, o opositor como lhe chamas muito bem, mencionado na Torah não era considerado uma entidade má, muito menos um rebelde. Era uma criação de Deus e cumpria o Seu Plano. A sua função simplesmente não era "agradavel" para as pessoas. Mas tens aí um texto num livro k fala melhor disto do k eu poderei falar agr.

Creio que isso se verifica na historia de Job. Satan é antes mustrado como um servidor de Deus cuja funcção simplesmente é desagradavel para os humanos.


Fico á espera desse tal texto com antecipação.
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Sith'Ari
Posted: Feb 13 2005, 09:44 PM


Escritor de 2ª


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Aki está ele então ;)

Devo avisar que isto é um resumo (com algumas alterações minhas) de um apendice do livro "Eden in Egypt", um livro que não aconselho a ninguém(pelo menos enquanto não estiverem preparados para o ler).
Antes devo dizer que o livro explora a relação entre a lingua hebraica e a egipcia e com isto apresenta novas traduções e interpretações de textos hebraicos.



Como sabem a S. Jorge é atribuída a façanha de “derrotar o dragão e salvar a princesa. Felizes e contentes os aldeões abandonam o paganismo e convertem-se ao cristianismo, bla bla bla.
Bem, essa historia já existe pelo menos desde o 1º século da era cristã. Ele está no livro do Apocalipse. Apoc 12:7-9: “E houve uma batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos. Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.”
A história é basicamente a mesma, mas o herói tem outro nome: Miguel. Este arcanjo já era conhecido por ser o santo patrono de Israel e de os assistir em épocas perigosas (p.ex. Daniel 12:1).
S. Jorge, supostamente tornou-se o patrono de nações e exércitos, como o inglês e o dos Tempplários, durante as cruzadas. Claramente S. Miguel era anterior e, no entanto, eles possuem funções muito semelhantes. Isto pode indicar que eles fossem considerados o mesmo.
Existiram mais evidencias desta relação??? Bem, em 1818 o Príncipe Regente de Inglaterra formou uma ordem, A Muy Distinta Ordem de S. Miguel e S. Jorge. Esta depois separou-se em três, todas elas envergando o nome dos dois santos.
A relação com a Ordem da Jarreteira é auto-evidente, no entanto deixem-me acrecentar que os símbolos da Ordem da Jarreteira são chamados de “O Jorge” e são semelhantes aos fios que seguram o pendente em muitas das imagens de S. Jorge. Como devem conhecer da história, a Jarreteira é azul. Esta cor é um símbolo do deus egípcio Set.
Mas vamos desenvolver melhor esta relação com Set.

As palavras egípcias shet e sheshet referem-se a Set, um segredo e/ou uma jarreteira. Mais precisamente, uma jarreteira azul que deveria permanecer sempre escondida. A relação com a Ordem da Jarreteira é clara e a isto ser verdade, então a Ordem parece honrar a memória de Set e, definitivamente, relacionar as lendas de Set com as de S. Jorge.
A relação de Set com a jarreteira azul não é clara. Egiptólogos postulam que presumivelmente Set estaria relacionado de alguma forma com uma faixa azul, mas faltam evidencias disto. A única evidencia parece meter o Arcanjo Miguel à mistura.
O nome alternativo de S. Jorge ( refiro-me a Miguel, no original Mikael ) pode ter derivado do egípcio makel, que significa azul e assim o nome usado na Torah derivaria da Jarreteira egípcia.
Outros dos versos usados no Apocalipse também podem ter sido tirados dos originais egípcios. A serpente que S. Miguel lutava contra era chamada Ophis no texto grego, que pode ser uma abreviatura de Apophis, que é a forma grega da serpente egípcia Aapep. Então S. Miguel lutava contra Aapep, tal como Set/S. Jorge o fazia (mais obre isto abaixo). O nome do Diabo, Satanas no texto grego, derivado do hebraico Setan por sua vez derivado do egípcio Set.
Aapep, a maligna serpente do submundo egípcio, que todas as noites lutava contra Rá, o deus-Sol. Alguns textos egípcios atribuem a esta serpente os atributos do fogo, trovão, relâmpago, nuvens e fumo. Como aap significa voar tb não era de estranhar se esta criatura voasse. A semelhança com o dragão mitológico é auto-evidente.
Set era o deus que, todas as noites embarcava no barco de Rá para proteger o deus-Sol. Neste conflito, no final da noite, a serpente era ferida e era o seu sangue que tornava o céu vermelho ao amanhecer.

Mas se for este o caso, aparentemente no Apocalipse existe uma mistura destas personagens em vários papéis. Set torna-se Satan, a serpente Apophis. Isto acontece em toda a parte na bíblia e deve-se ao facto da confusão na própria mitologia Egípcia. No período Ptolemaico, o deus Horus foi elevado e como tal Set tornou-se a incarnação do mal, devido à enorme batalha entre os dois pela posse do Egipto após a morte de Osíris(morto por Set).

Se tudo isto for verdade, temos então um número de outras relações próximas entre Set e S. Jorge:
- o facto da historia de S. Jorge ter sido trazida da Palestina(pelos Templários) durante as cruzadas.
- a lenda de que S. Jorge foi cortado aos pedaços e as muitas partes enterradas, mas que Deus o trouxe de novo à vida. Este, claro, é uma versão do mito de Osíris, e como Osíris era irmão de Set isto coloca a história no contexto e era correctas.
- a associação de ambos com o vermelho. Set era o deus dos desertos, e era o “deus vermelho”. S. Jorge muitas vezes usa a cruz vermelha sob fundo branco.
- Set feria Apophis com uma lança, tal como S. Jorge.
- ambos eram associados a conflitos, protecção e masculinidade.

O aparecimento da dicotomia Miguel / Satan (ambos Set) deve-se ao facto de os escribas judaicos, na sua ignorância dos mistérios egípcios, não conseguirem compreender como uma entidade maligna (Set enquanto Satan) podesse também ser boa e até protectora(Set enquanto Miguel, protegendo o Sol contra o dragão Apophis).

A ligação com Lucifer não é tao clara e implica uma retradução do texto de Isaias 14:12 e não vos vou maçar com isso.

Mas facilmente se identifica a serpente do Apocalipse, Satanas, com Lucifer, devido à "queda" descrita.


edit: eskeci-me de expor a relação entao com a divindade solar descrita no texto do Tomoe. Indo Set no barco de Ra(o Deu-Sol) para o proteger de Apophis, então facilmente se pode relacionar Set com o Sol, embora não seja ele A divindade solar.
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Tomoe
Posted: Feb 13 2005, 10:08 PM


Escritor de 2ª


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Meu! Isto está a ramificar!
Ainda podemos relacionar Lucifer e Endovelico com o deus Celta Lugh, um deus com a face tão luminosa que nenhum homem o podia olhar directamente, o seu proprio nome significa Aquele que Brilha, ou uma coisa assim. Deus de todas as habilidades e capacidades. Tambem chamado o "Mão Longa" devido á sua lança, que nunca falhava o seu alvo. O seu culto tambem está assuciado ao de Baal, alguns texto afirmam que Lugh é seu neto e outros que Lugh o derrota em batalha.
Era o campião do povo mitico dos Tuatha de Danaan, que baniram da Irlanda os espiritos entropicos chamados Fomoire.

Isto se se verificar pode complicar as coisas ainda mais um pouco.
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Sith'Ari
Posted: Feb 13 2005, 10:26 PM


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Pois, essa é a diferença entre mim e tu Tomoe. Para ti está a ramificar, para mim afunilou ;)
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Spectral
Posted: Feb 13 2005, 11:38 PM


Grande Escritor


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já perdi 2 posts aqui, portanto este vai ser um bocado masi à bruta e incompleto.

Um excelente texto, como já é hábito :D.

QUOTE
Um desses povos foi precisamente o dos Lusitanos (habitantes da luz). Estes conheciam-no pelo nome Lu, Loci ou Lux, bastante similar a Lúcifer, mas este é mais conhecido pelo seu nome Romano Endovelicus ou Endovelico em Português actual.


lusitanos vem do latim lusitani uma palavra de orgem céltica que se pode decompor ( não é referido se em céltico ou em latim) em lus e tanus, traduzindo "tribo de Lusus".

Segundo a mitologia romana, os lusitanos eram os descendentes de Lusus, amigo de Baco, e sua irmã Lisa.

S.Jorge:

Existiu um S. Jorge *histórico*, um mártir da igreja nos tempos do Império Romano. O facto de ser santo está relacionado com o martírio e não com dragões.

Sobre a sua associação a dragões, pode-se relacionar com o mito de Andromeda e Perseus, S. Miguel como já referido, e um deus frísio designado por Sabazios/Sabazius, por vezes confundido com Sabaoth.

http://en.wikipedia.org/wiki/Saint_George

http://en.wikipedia.org/wiki/Sabazios



QUOTE
Ainda podemos relacionar Lucifer e Endovelico com o deus Celta Lugh, um deus com a face tão luminosa que nenhum homem o podia olhar directamente, o seu proprio nome significa Aquele que Brilha, ou uma coisa assim. Deus de todas as habilidades e capacidades. Tambem chamado o "Mão Longa" devido á sua lança, que nunca falhava o seu alvo. O seu culto tambem está assuciado ao de Baal, alguns texto afirmam que Lugh é seu neto e outros que Lugh o derrota em batalha.


Mas Baal não era fenício ( ou semita para ser mais abrangente). Como se relacionam estes com os celtas ? Corrigam-me se tiver errado.
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Sith'Ari
Posted: Feb 13 2005, 11:50 PM


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QUOTE
Existiu um S. Jorge *histórico*, um mártir da igreja nos tempos do Império Romano. O facto de ser santo está relacionado com o martírio e não com dragões.

Exacto, mas o facto de se relacionar esse mártir com o S. Jorge mostra que o mito de S. Jorge era mais antigo e provavelmente era o de S. Miguel a derrotar a serpente do Apocalipse.


Sim Baal é semita, significa Senhor (as in Lord). boa pergunta. O que tenho aqui é k Baal foi introduzido no Eire via colónias Fenícias na Peninsula Iberica, e tornou-se o irlandes Bel ou Bial, Senhor de Beltain. Mas isto coloca o culto de Bial muitos séculos depois dos Tuatha de Danaan e de Lug.

QUOTE
usitanos vem do latim lusitani uma palavra de orgem céltica que se pode decompor ( não é referido se em céltico ou em latim) em lus e tanus, traduzindo "tribo de Lusus".

O tomoe refere-se à divisão de lusitanea em lux e citanea, ou seja cidade de luz. nao sei a origem desta, mas lembro-me de a ler no livro do Vitor Manuel Adrião. Concerteza o Tomoe vai desenvolver este aspecto
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Kamen
Posted: Feb 14 2005, 01:45 AM


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E mais uma vez tudo aponta para algo muito mais interessante. Existe uma ressurgencia em várias mitologias de basicamente as mesmas historias. Já os gregos tinham o poderoso Typhon. Basicamente em algumas tradições Zeus gera Athena, deusa guerreira do conhecimento, apartir do cerebro (é interessante que ele gera filhos um pouco por todo o corpo). Era fica furiosa por ele ter uma filha, uma mulher criada do seu intelecto, sem o seu auxilio. Então, em contra ataque, sosinha gera um filho guerreiro, mas dos seus musculos, representando a furis, a raiva e o poder. Ele é descrito como sendo um homem com mil cabeças de dragão cuspidoras de fogo nas mãos, da cintura para baixo é um emaranhado de serpentes, as suas asas cobre o horizonte, abrindo as mãos toca no ocidente e no oriente. Ele é criado por um dragão (um que não dormia... agora não em lembro do nome). DEpois volta para reclamar o trono dos deuses. Todos os deuses ao verem a sua furia fogem para o egipto, transformando-se em animais para se disfarçar. Apenas Athena e Zeus ficam para lutar... e depois Athena foge ao ver Zeus ser derrutado e retalhado. Typhon esconde os bocados de Zeus e fica a recuperar. Athena reune os pedaços e Zeus regenera com toda a força e volta para o contra ataque. Typhon estava ferido e foge para o Oriente, mas Zeus atira-lhe com uma pedra... O monte Etna. Typhon está lá agora, zangado, e as chamas e erupções permanetes são siinal de que não está morto.

Temos aqui um Deus dragão derrutado por um Deus luminoso. Um vence e o outro é banido por este para um local escuro e profundo na terra. A oposição de bem no alto e mal no fundo mantem-se e é reafirmada.

O que quero dizer: estas coisas são inerentes aos seres humanos. Os significados, simbolismos e arquetipos destas coisas são aquilo que nos faz humanos. Se não aparecessem em todas as mitologias é que seria para estranahr. A busca está codificada com nomes e apendices e notas de roda pé. Temos de ver o que realmente interessa, onde para o sumo. O conteudo é que conta, não necessariamente a forma. Claro que a forma ajuda a visualizar, mas no fim é descartada.
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Sith'Ari
Posted: Feb 14 2005, 08:39 AM


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Typhon é o nome grego de Set, logo ...

Kamen, acho k devias ler Jung. As ideias dele vão basicamente na tua linha de raciocinio
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Spectral
Posted: Feb 15 2005, 02:43 PM


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QUOTE
O tomoe refere-se à divisão de lusitanea em lux e citanea, ou seja cidade de luz. nao sei a origem desta, mas lembro-me de a ler no livro do Vitor Manuel Adrião. Concerteza o Tomoe vai desenvolver este aspecto


O problema nessa teoria é que, se "lux" quer dizer luz em latim, tanto quanto procurei "citanea" não existe nessa língua. Cidade é "urbs" ou "urbis".

Mais, segundo os livros cá de casa ( nomeadamente "Dicionário da História de Portugal", J Serrão) a palavra em latim é "Lusitania" e foi construída por derivação erudita a partir de "lusitani" como aconteceu como "Germania" ou "Aquitania".


QUOTE
O que quero dizer: estas coisas são inerentes aos seres humanos. Os significados, simbolismos e arquetipos destas coisas são aquilo que nos faz humanos. Se não aparecessem em todas as mitologias é que seria para estranahr. A busca está codificada com nomes e apendices e notas de roda pé. Temos de ver o que realmente interessa, onde para o sumo. O conteudo é que conta, não necessariamente a forma. Claro que a forma ajuda a visualizar, mas no fim é
descartada.



Concordo, e reafirmando o que disse o Sith'ari, não és o primeiro a dizer tal coisa.
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Kamen
Posted: Feb 15 2005, 11:23 PM


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Fico contente e espanato ao memso tempo. A unica coisa que tenho como base é memso a observação. Tenho comparações com principios da psicologia e do espiritismo.
O Deus luminoso/intelecto - luta/derrube - Deus inferior/força
Ego - Super-ego - Id
Corpo - Perispirito/alma - corpo fisico
etc...
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Sith'Ari
Posted: Feb 16 2005, 09:00 AM


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Concordo plenamente Kamen, mas só a nível geral, como os exemplos que referiste. Está tudo mt bem explicado nos Sete Sermões aos Mortos de Jung (qd/se quiseres empresto-te).

mas não concordo a nível local, ou seja para "deuses"(mais correcto seria nomes de Deus ou emanações). Nestes casos acho que há uma origem e cópias/interpretações de outras civilizações. Por exemplo o caso da judaica que interpretou o Set á sua maneira e por isso teve de criar 2 entidades distintas. Assim a origem seria Set. Claro que este ainda pode ter origem noutro e etc etc
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Prometeu agrilhoado
Posted: Feb 18 2005, 03:58 PM


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Tomoe, gostei muito de ler o teu texto. Está repleto de verdades esotéricas, embora estas continuem veladas na face exotérica dos símbolos e das parábolas (que mais não são do que símbolos falados).
Parabéns, revela muito estudo. A propósito da Alma secreta de Portugal, temos três autores excelentes: Paulo Alexandre Loução, António Quadros e Vitor Manuel Adrião. Este país à beira mar plantado já foi um dia a sede da Nasa daquele tempo. Relativamente aos descobrimentos, chegamos a estar cerca de 70 anos mais avançados do que os nossos concorrentes na exploração marítima. Tudo graças ao nosso espírito livre que nos permitiu receber entre nós as mentes mais brilhantes (Templários). Para não falar que em termos pré-históricos a génese da linguagem escrita tenha possivelmente ocorrido no território a que agora orgulhosamente chamamos Portugal. Só uma achega: os filhos da luz (espíritos luciferinos) promanam da estirpe de Caim que matou Abel (donde promanam as religiões). Daí a constante luta entre os que procuram o conhecimento pelo estudo dialéctico e gnóstico do Universo e aqueles que se bastam pela fé. É engraçado que à porta das Igrejas esteja sempre presente um pia baptismal. Contraste Água/Fogo. A superstição das pessoas e a sua crença em tomar figuras alegóricas à letra é que as cega. Porque no fundo, não existe algo como só preto ou branco, só bem ou mal, o que existe são forças divergentes, pólos contrários que pela sua acção permitem o equilíbrio universal. Outra coisa, os Templários assim como outras sociedades secretas sempre procuraram locais geográficos de forte corrente energética e telúrica para se fixarem. Daí a assimilação mais ou menos consciente de cultos mais antigos noutros cultos posteriores. O culto da Virgem Maria não é o culto druídico da Deusa Mãe (da Terra) dos Celtas, por exemplo?

Abraços. (Espero continuar a trocar ideias com todos vós. Estou a gostar muito deste fórum).
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Tomoe
Posted: Feb 18 2005, 05:10 PM


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Tenho um prufundo fascineo pelo esoterismo Portugues e os misterios do meu país, como tal perferi apresentar o texto de acordo com os simbulos deste (talvez á exepção de Sabaoth... mas persisava de começar a expor por algum lado). E por favor inclui Antonio Telmo nessa lista de autores, os seus livros não são nada a baixo de "belos".
Como Portugueses somos realmente abençoados por viver num país tão fabolosamente rico em tradições magicas e esotericas. Se mais conseguissem ver isso, e compreender a sua alma Portuguesa, creio que este seria o local mais "iluminado" da Terra.
Já agora, visto conheceres Vitor Manuel Adrião, conheces algum dos seus livros que esteja editado fora da Madras? Só consigo encontrar esses, mas supostamente ele tem muitos outros.

E já agpra pesso desculpa ao resto do pessoal por não ter respondido ás perguntas e questões que me colucaram, mas como alguns sabem, tenho andado doente e quando chego a casa a ultima coisa que tenho vontade é ir folhear livros. Depois do Fim de semana vou tentar ver isso.
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Prometeu agrilhoado
Posted: Feb 18 2005, 05:21 PM


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Lamento, também só conheço da Madras... O problema é que em Portugal ainda não existe nenhuma editora vocacionada exclusivamente para o esoterismo. Temos pelo menos a Ésquilo que lá vai dando uma ajudinha.

Abraços.
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Tomoe
Posted: Apr 22 2005, 11:12 AM


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Na continuação da leitura de “A Alma Secreta de Portugal”, deparei-me com uma bela síntese de alguma informação, referente à relação entre Endovelico e Lugh. Creio que poderá clarificar algumas coisas e introduzir novas questões.

Por volta de meio do primeiro milénio antes de Cristo, chegam os povos proto-celtas à Europa, muitos destes pela própria península Ibérica, Lusitanea e Galiza. Ora estes povos já traziam com eles o culto ao Deus Lugh. Este é um Deus claramente solar e misterico, tutelar de lugares sagrados (tendo a palavra “lugar” provavelmente originado do seu nome). Ora “Lug” está relacionado com o léxico Lux do latim, sendo esta a “região de Lug” ou Lux, ou Luxitânia, depois Luzitânia e actualmente Lusitânia.

Ora segundo Victor Mendanha, na “Historia Misteriosa de Portugal”, Lux era um dos nomes porque Endovelico era tratado na antiga Lusitânia, logo é apenas lógico que o culto a Endovelico não era mais que o culto “aportuguesado” a Lugh, ou seja que Lugh e Endovelico são uma única entidade.
Bem… confirmando-se isto este tópico de estudo abre-se de uma forma quase inimaginável, agora podemos associar livremente coisas como os Tuata de Dannan e os Fomoire a este tópico, coisa que Vítor Manuel Adrião já fez em parte no seu livro “Mistérios Iniciáticos do Rei do Mundo – Historia Oculta de Portugal”.

Ora, dada esta nova pista no trajecto desta entidade polivalente, apenas tenho de ir estudar o referido livro de Vítor Manuel Adrião e esperar que encontre alguma coisa que dê continuidade a este tópico.
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