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Sociedades secretas ao longo dos tempos, antigo "Discussões gnósticas"
| Sith'Ari |
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ok, isto pode parecer estranho, mas encontrei num dos textos do Frater Achad(não interessa aki o seu verdadeiro nome) da OTO, pupilo de Crowley, um que decifrou o "Liber AL" obrigando o Crowley a mudar o nome da escritura para "Liber AL vel legis", mas que supostamente caiu no "Abismo". No fim desse texto do Frater Achad ele termina com "Vale Frater!"
parece qu o usado por Fernando Pessoa era "Valete, Frates", alguém me pode confirmar se isto é o plural do anterior, em latim, ou uma tentativa de ocultar.
vou investigar para ver se isto era usado por mais alguém da OTO
edit: aparentemente também Aleister Crowley usou o termo num romance escrito por ele, parece que se confirma que FP era iniciado da OTO, provavelmente pelo próprio Crowley. Agora, e voltando ao campo de portugal, será que já era iniciado de outra ordem esoterica, tipo Ordem de Mariz, ou começou pela OTO??
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| Spectral |
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At last, e na minha melhor tradição, aqui chegam os meus comentários depois de eu os ter prometido já há uns tempos ;)
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Ordem de cluny/cister ( são diferentes atenção) + prieuré/temps
É engraçado, também tinha ficado com a ideia que no HBHG vinha qualquer coisa sobre uam relação entre a formaçao dos templários e uma dessas ordens.
Passando ao texto do Tomoe
| QUOTE | | Este na companhia dos seus oito companheiros, um dos quais da zona do condado Portucalense, |
Como se chamava ? Nunca tinha visto tal referência.
| QUOTE | Então vem a onda Templaria para o nosso país, dois anos antes da sua oficialização pela igreja, e a conquista das nossas fronteiras começa, não se tendo alterado muito desde então. Juntamente com isto os Templários fazem renascer por todo o país os vários cultos ás varias “nossas senhoras”, reconstruem varias capelas em antigos locais sagrados pagãos e fazem nascer o Culto ao Espirito Santo, em que mais tarde são auxiliados pela Rainha Santa Isabel (mas este tema só por si dá para um ou vários livros). Isto são os factos históricos aceites pela comunidade no geral, mas outros autores desde então têm sugerido algo mais que isto. |
A influência "visível" (presença de tmeplários, castelos etc) dos templários na época da formação de Portugal é nula ou quase. Agora a porta está aberta é a manobras políticas de bastidores, como tens vindo ( e bem) a sugerir.
A marcha geral dos acontecimentos também me parece correcta, embora não tenha confirmado.
| QUOTE | 7- Carlos o Temerário, neto de D. João I, o Grande Duque do Ocidente já Duque da borgonha.
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Tens a certeza ??? Se estás a apontar para este painel, ( Posted Image) esta "cara" ( o 7) sempre foi considerada como o Infante D.Henrique!!! A presença de tantos borgonheses não é de espantar, dado aos laços existentes com eles, que se prolongaram até ao séc XVI ( actuais Bélgica e Holanda). No entanto a Borgonha como tentativa de estado acabou depois de Carlos "o Temerário", que tentava restaurar um antigo reino carolingio nessa zona ( ao longo do Reno basicamente). Prestes João: A ideia de um "Prestes João" ( presbyterus Johannes ) como um poderoso rei-sacerdote cristão, situado muito a Oriente e que combatia os mouros, é comum durante toda a Idade Média. A sua posição geográfica é sempre muito vaga, variando entre África ( devido aos rumores sobre os coptas aí, basicamente correctos), e a Mongólia. Por falar nestes, quando os Mongóis chegam ao Médio Oriente, são acolhidos pelos Cruzados como enviados do Prestes João, sendo enviados então como resposta missionários. As relações entre Portugal e a Abíssinia foram bastante atribuladas e picarescas. É certamente uma faceta dos Descobrimentos muito pouco conhecido mas bastante interessante. O grande problema nas comunicações era que a única via de comunicação viável era pelo Mar Vermelho, nas mãos dos Turcos, sendo portanto bastante dificil as portugueses lá entrar. Aqui vai uma pequena lista dos principais acontecimentos: 1452: Segundo os documentos da chancelaria de D. Afonso V, está em Portugal um tal de "Jorge", embaixador do Prestes João. Não existem mais registos sobre ele, podendo ser ou um impostor, ou um peregrino abexim ( i.e. da abissínia) que tinha chegado à Europa por Jerusalém ( será este o tal "mestre alquímico" ?) De qualquer maneira não deixou rasto 1487- D. João II envia Pêro da Covilhã e Afonso de Paiva para a "Índia" ( significado genérico da altura), em busca de especiarias e do Prestes João. Após muitas aventuras e vários anos, Pêro da Covilhã atinge a Etiópia e contacta o seu Imperador, o "Prestes João". Torna-se bastante influente por lá, nunca mais abandonando esse país ( e vive até contactar com os portugueses seguintes). 1510/1512- João Gomes consegue chegar à Abissinia e volta com um embaixador, chamado de Mateus. Este Mateus chega a Portugal onde é recebido pelo rei D. Manuel. Volta com uma embaixada grandiosa, mas que falha miservalmente, chegando apenas alguns dos seus elementos ao imperador da Abíssinia. 1521- Uma 2ª embaixada chega a Portugal, com o tal Zaga Zaab à frente. É este que traz a tal proposta do casamento ente membros das famílias reais ( nada deextraordinário no mundo medieval: afinal Ricardo Coração-de-Leão ofereceu a mão da irmã a Saladino para selar uma paz). É apenas uam figura de retórica. Zaga Zaab é interrogado sobre a doutrina da Igreja etíope, chega a publicar um livro sobre o assunto em conjunto com Damião de Góis. As suas ideias são condenadas pela hierarquia da Igreja Católica e pela Inquisição ( ainda no seu início), mas nada lhe acontece. Presume-se que tenha voltado à Abíssinia na armada de 1539. 1541- Depois de contactos muito esporádicos, os abíssinios pedem ajuda aos portugueses frente a uma invasão turca. D. Cristovão da Gama e 400 homens vão em seu auxílio, vencendo várias batalhas contra forças muito superiores, mas a maior parte deles morre. 1541-1632- Os jesuítas vão entrando muito a custo na Abíssinia ( sempre os árabes a barrarem o caminho), mas vão começando a sua missionização: os abexins eram coptas. Ocorrem os episódios habituais daí resultantes, como conversões por interesse, conversões forçadas, perseguições, guerras, massacres, etc, etc. Em 1632 o partido tradicional expulsa finalmente os jesuítas ( os últimos são lapidados). Sobre os tais "pregaminhos": essa é mesmo uma estória à Rainer Daenhardt. Mas se em 30 anos ainda não conseguiu avançar no seu estudo, mais vale entregá-los a quem sabe. No entanto, não nego que exista a hipótese de esses manuscritos serem autênticos. De todas as maneiras, um texto extremamente interessante e que merece uma pesquisa e actualização constante. Umas consultas a fontes de história "mais tradicionais" ajudariam também. ----------------------- E pronto, aqui termina o meu comentário que além de atrasado está quase tão grande como o texto original :P This post has been edited by Spectral on Oct 10 2004, 10:20 PM
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| Tomoe |
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A respeito do Templario "Portugues": No "Portugal - Razão e Misterio" de António Quadros é dito que ele se chamava Arnaldo da Rocha, e este, por sua vez, diz que a sua fonte é o livro "A Ordem de Christo" de Vieira Guimarães, um livro de 1901.
Voltando ao Nandinho Pessoa, ao fazer um "spoiling" no livro "Misterios Iniciaticos do Rei do Mundo" encontrei o seguinte docomento sopostamente escrito pelo proprio Poeta:
"BILHETE DE IDENTIDADE" DE FERNANDO PESSOA ESCRITO PELO PROPRIO
Ganhou o prémio Rainha Victória de estylo inglez na universidade do Cabo da Boa Esperança em 1903, no exame de admissão, aos 15 anos.
IDEOLOGIA POLITÍCA: Considera que o systema monarchico seria o mais proprio para uma nação organicamente imperial como é Portugal. Considera, ao mesmo tempo, a Monarchia completamente inviável em Portugal. Por isso, a haver um plebizcito entre regimes, votaria, embora com pena, pela Republica. Conservador do estylo inglez, isto é, liberal dentro do conservadorismmo, e absolutamente anti-reaccionario.
POSIÇÃO RELIGIOSA: Christão gnostico, e portanto inteiramente opposto a todas as Egrejas organizadas, e sobretudo à de Roma. Fiel, por motivos que mais adeante estão implicitos, à tradição Secreta de Chiristianismo, que tem intimas relações com a Tradição Secreta de Israel (a Santa Kaballah) e com a essencia occulta da Maçonaria.
POSIÇÃO INICIATICA: Iniciado, por communicação directa de Mestre a Discíplo, nos treze graus menores de (apparentemente extincta) Ordem Templaria de Portugal.
POSIÇÃO PATRIOTICA: Partidario de um nacinalismo mystico, de onde seja abolida toda a infiltração catholica-romana, creando-se se possivel fôr, um sebastianismo novo, que a substitua espiritualmente, se é que no catholicismo portuguez houve alguma vez espiritualidade. Nacionalista que se guia por este lemma: "Tudo pela Humanidade; nada contra a Nação".
POSIÇÃo SOCIAL: Anti-communista e anti-socialista. O mais deduz-se de que vae dito acima.
RESUMO DE ESTAS ULTIMAS CONSIDERAÇÕES: Ter sempre presente na memoria o martyr Jacques de Molay, Grão-Mestre dos Templárioa, e combater, sempre e em toda a parte, os seus trez assassinos - a Ignorancia, o Fanatismo e a Tyrannia.
Lisboa, 30 de Março de 1935
Fernando Pessoa
OK, segundo ele proprio, Fernado Pessoa é Templario, mas evidencias ainda são encontradas no Poema São João:
"Não sou Maçom mas mais que isso: Templário!"
No entanto ser Templário não o impediria de pertencer a outras ordens, como a OTO ou até a de Mariz.
Strigoi, querias saber em que altura FP conheceu o Crowley? Pois bem, foi em 1930, julgo que o Crowley tinha 55 anos na altura. No entanto neste livro e dito que foi o Fernando que iniciou o Crowley em alguma coisa e não o contrario. Quando ler mais do livro venho cá por actualizações.
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| Tomoe |
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Bem, cheguei aos aguardads capitulos (pelo menos para mim) referentes a Fernando Pessoa do livro "Os Misterios Iniciaticos do Rei do Mundo - Histora Oculta de Portugal", como tal decidei fazer um texto referente á filiação de Pessoa em Ordens/Sociedades Secretas e o seu caminho esoterico. Quando comecei a escrever este texto pensei que seriam 2... 3 paginas no maximo, mas a verdade é que não há maneira rapida de falar neste tema e mesmo nas suas 7 paginas uma infinidade de palavras ficou por dizer. Pode ser estenço mas acho que valçe a pena uma leitura, por favor não queiram ser ignorantes á cerca de um dos maiores vultos da literatura nacional e do esoterismo mundial. Devem ter presente o Bilhete de Identidade de Fernando Pessoa escrito pelo Próprio, que eu já postei anteriormente, na leitura deste texto. Primeiro de tudo Fernando Pessoa apresenta-se como um Pensador Livre, como eu já disse num tópico aqui no fórum, ele fez o seu caminho á Maneira Portuguesa, o autodidáctismo. Mas isto, como é óbvio, não desculpa para ignorar todas as vias e sociedades secretas existentes na altura. Fernando Pessoa era um conhecedor profundo das várias doutrinas e em todas eles encontrava motivos para não se filiar. Estas são as suas opiniões a cerca… Do Espiritismo: “Para as entidades que comunicam: intensificação das suas paixões e desejos inferiores pelo facto de voltarem a sua atenção para a vida terrestre, atraso na sua evolução espiritual, e muitas vezes o doloroso despertar de lindos sonhos em que a entidade está mergulhada. Para o médium e circunstantes: diminuição da vitalidade, desorganização orgânica, perturbações no funcionamento do sistema nervoso cardiovascular, nas funções psíquicas e finalmente a loucura”. Da Teosofia: Admirava-a pelo seu “mistério e grandeza ocultista”, mas no entanto achava-a demasiado moralista e conservadora, puritana a castradora o desenvolvimento mental. Da maçonaria: Simplesmente diz: “ Não sou mação nem pertenço a qualquer outra Ordem Maçónica”. Este ultimo deita por completamente por terra a afirmação de alguns meios maçónicos que o “Fernando Pessoa teria sido iniciado no rito inglês do Royal Arch”. Efectivamente a única ordem que está provada que de facto o Poeta pertenceu não foi outra senão a Golden Dawn (!!!), mas apenas entre os anos 20 e 30, onde supostamente conquistou todos os graus esotéricos. Creio ter sido aqui que ele ganhou o famoso “Valete Frates”, mas isso sou só eu a especular. Mas eventualmente o seu espírito independente desvinculou-se desta ordem mas a sua influência, adaptada e transpostas para o Esoterismo Português, continua a ser visível nos seus ensaios “O Caminho da Serpente e Iniciação”. De resto também são visíveis no seu pensamento traços da Teosofia (linha Oriental) e da Maçonaria (linha Ocidental). Em conjunto com isto temos a sua constante afirmação como Templário, o que para mim é ainda um maior mistério… a que Templários se refere ele? Mas sobrepondo-se a tudo isto, toda a sua acção, obra e própria existência, grita filiação de uma outra ordem, uma ordem de carácter diferente de todas as anteriores, a muito pouco conhecida Ordem de Mariz, os Encapuzados Lusitanos, da qual menciona frequentemente, sobre a forma de enigmas, em toda a sua obra. O mais gritante é o seu “Tratado Ordem do Sub-Solo” onde diz ele “está o Governo Supremo e Secreto da Maçonaria”. Obviamente está-se a referir á Grande Loja Branca e a própria menção ao “Sub-Solo” é uma possível referencia ao Shamballah-Agharta, suposta sede do Governo secreto do mundo e localização de Melkitsedek (ou Preste João), o Rei do Mundo. Ora a Ordem de Mariz não é mais que um braço estendido deste Rei, orientando os destinos da Europa no grande plano Sinárquico que culminará no regresso do Desejado, na Europa Coroada, com Portugal na cabeça. Para adensar a estranheza, numa arca de sua casa foram encontradas algumas cartas, supostamente, ditadas psicomentalmente ao Poeta por Preclaros Membros da Excelsa Fraternidade Branca, uma delas está inclusive assinada pelo Rosa+Cruz Henry Moore, da Linha de Morya. Eu próprio a folhear o livro “Fernando Pessoa – Escritos Automáticos e de Reflexão Pessoal” da Assírio&Alvim vi varias cartas rematadas com a sigla R+C. Ao contrário do que se possa pensar isto não é sinónimo de Rosa+Cruz, segundo Vítor Manuel Adrião: “…visto a R+C designar o 4º no 5º Florido, a própria Pedra Filosofal – o TETRAGRAMATON”... O quer que ele queira dizer com isso… Agora, a respeito do seu caminho espiritual pessoal: Neste ponto o Poeta conseguiu algo simplesmente genial, para não falar hercúleo. Os seus heterónimos não eram simplesmente ilusões ou invenções simples, “o Poeta é um fingidor”. Ele de facto fingia tão bem que criou múltiplas pessoas dentro dele, pessoas essas que o levariam de forma automática na sua jornada espiritual, cada uma com a sua especialização. Em Carta a Casaes Monteiro diz: “os três caminhos para o Oculto (…) o Magico, o Místico e o Alquímico”. E são estes os seus três principais heterónimos. Ricardo Reis na via Física ou Magica, Karma-Marga, retratada na Idade media pelas Cantigas de Amigo. Álvaro de Campos no Caminho Místico, Bhakti-Marga, Cantigas de Amor. E Alberto Caeiro na Via filosófica ou Alquímica, Jnana-Marga, Cantigas de Santa Maria, ele é o Mestre de todos os outros, a Realização Mental ou Espiritual. Ainda na Carta a Casaes Monteiro Fernando Pessoa define esta ultima via: “E o que se chama o caminho alquímico, o mais difícil e o mais perfeito de todos, porque envolve uma transmutação da própria personalidade que a prepara, sem grandes riscos, antes com defesas que os outros caminhos não têm”. Assim Fernando Pessoa trabalhava o Corpo-Alma-Espirito simultaneamente. Por fim deve-se mencionar um outro heterónimo muito pouco conhecido, António Mora. Este é o Superpagão, o Psíquico, a fase mediúnica. A função deste era a de o empurrar para o Paganismo, a que o Poeta tinha alguma aversão de se aventurar. Na visão do seu próprio caminho segue ele, definindo a Gnose: “A Gnose é a libertação, no homem, de Deus; a crucificação do desfolhável, no morto; do perecível no perecido, para que nada pereça. A Gnose, em outras palavras, é a criação de Deus”. No seu “Ensaio da Iniciação”: “A união com Deus significa, portanto, a repetição pelo adepto do Ato divino de Criação pelo qual ele é idêntico a Deus em ato ou em modo de ato, mas, ao mesmo tempo, uma inversão do Ato Divino pelo qual ele continua separado de Deus ou a ser o oposto de Deus; se não, seria o próprio Deus e não seria necessária qualquer união” Novamente na Carta a Casaes Monteiro: “Creio na existência de mundos superiores ao nosso e de habitantes desses mundos, em existências de diversos gruas de espiritualidade, subutilizando-se até chegar a um Ente Supremo, que presumivelmente criou este Mundo. Pode ser que haja outros Entes, igualmente Supremos, que hajam criado outros universos, e que esses universos coexistam com o nosso, interpenetradamente ou não (…). Dada essas escalas de seres, não creio na comunicação directa com Deus mas, segundo a nossa afinição espiritual, podemos ir comunicando com seres cada vez mais altos”. Da sua relação com o mago inglês Aleister Crowley e o mistério da Boca do Inferno. Aleister Crowley, antigo membro da Golden Dawn, tal como o Poeta, toma a decisão de vir a Lisboa conhecer Fernando Pessoa depois deste lhe ter apontado alguns erros num levantamento astrológico feito ao mesmo. Embarca no Alcântara para chegar a Lisboa no dia 1 de Setembro de 1930, mas um estranho nevoeiro atrasa a sua chegada cerca de 24 horas. Encontrando o Poeta de imediato exclama em tom de repreensão: “Então que ideia foi essa de me mandar um nevoeiro lá para cima?” Aqui inicia-se a amizade entre os dois místicos, culminado no mistério da Boca do Inferno e no aparente suicídio de Crowley. Mas meros dias depois da “morte” do mago já Pessoa escrevia a João Gaspar Simões: “O Crowley que, depois de se suicidar, passou a residir na Alemanha, escreveu-me há dias e perguntou-me pela tradução”. Referia-se á tradução do “Hino a Pã” no qual Pessoa se inspirou para o poema “O Ultimo Sortilégio”. Mas vir a Portugal apenas para conhecer um homem parece estranho. Algo mais pode ter estado por de trás da deslocação de Crowley a Lisboa e se juntarmos o incidente da Boca do Inferno ainda mais suspeito se torna. Muito provavelmente Crowley teria vinda ter com Fernando Pessoa para uma qualquer espécie de iniciação ou ritual. Talvez Crowley até tivesse conhecimento da “Missão de Portugal” (tema que tenciono desenvolver daqui a, talvez, uns meses, neste ou outro tópico). É sabido que Crowley conhecera o antroposofista Rudolf Steiner em 1910 e que este de facto conhecia a “Missão de Portugal”. Tal facto pode ser provado pela história que quando estava a ser construído o Gotheanum, centro de Instituição Antroposófista mundial, Steiner deparou-se com o problema que a delegação nacional portuguesa não possuía fundos para, á semelhança de todas as outras, contribuir na construção. A solução de Steiner foi dar aos Portugueses o Púlpito, o que punha os Portugueses á cabeça do restante corpo Europeu, talvez uma referência ao plano de coroação da Europa com Portugal á cabeça. Mas também Rudolf Steiner, através de Mário Roso de Luna, 7º membro da Sociedade Teosófica Brasileira, conhecera o Professor Henrique José Souza, dirigente da mesma Sociedade. Este era grande aficionado da ideia da Nova Idade do Ouro, do Graal e do Quinto Império, para não falar grande apreciador da Mensagem de Pessoa e facialmente lhe teria transmitido algum conhecimento sobre Portugal Esotérico que este por sua vez podia ter transmitido a Crowley. Mas voltando atrás. No dia 25 de Outubro, sem razão aparente Crowley desaparece debaixo das vagas da Boca do Inferno no sítio do Mata-Cães, situada entre Cascais e o Cabo da Roca. Este incidente parece estar directamente ligado tanto com Pessoa como com uma série de outros indivíduos de carácter muito esotérico e místico que se reuniram para a ocasião (talvez mais membros da Ordem de Mariz). A investigar o caso estava o jornalista Augusto Ferreira Gomes, ele próprio amigo pessoal de Fernando Pessoa e um ocultista. Ao passar pelo Mata-Cães acidentalmente (pois pois…) encontrou uma cigarreira e uma carta, ambos do desaparecido Crowley. Este escreveu uma reportagem para o “Notícias Ilustrado”, o grande problema é que esta reportagem apenas servia para mistificar mais o caso, e como se não bastasse este a ainda entrevistou Fernando Pessoa que ainda mistificou mais a coisa. O mais provável era também Augusto Gomes estar metido no assunto, mas mais vale transcrever toda a contribuição de Fernando Pessoa na reportagem (é um pouco extensa mas acho que vale bem o tempo): “- Em Novembro do ano passado recebi pelo correio uma circular anunciando a publicação em seis volumes das Confissões de Aleister Crowley. O nome era-me conhecido, como a toda a gente que vive na civilização, pelo vasto escândalo, erguido pelos jornais ingleses e americanos, que o rodeavam. A circular era interessantíssima. Assinei, com sacrifício, a publicação. Em princípios de Dezembro recebi o primeiro volume das Confissões; só esse e o segundo estão aliás, ainda publicados. O primeiro volume abre com um horóscopo de Crowley. Como sou astrólogo, estudei atentamente esse horóscopo, e, quando remeti aos editores a importância do volume, pus na minha carta uma nota final: disse-lhes que comunicassem ao Sr. Crowley que o seu horóscopo estava errado, devendo ele ter nascido um pouco antes da hora que supunha. De aí a dias recebi uma carta de Crowley, agradecendo a minha indicação e achando-a muito aceitável. Assim começaram, a distancia, as nossas relações. Quando, em fins de Dezembro, recebi o segundo volume, enviei a Crowley três folhetos meus, de versos em inglês, que há bastante tempo publicara. Ao agradecermos, Crowley honrou-me com a afirmação de que me desejava conhecer, e de que aproveitaria a primeira viagem propícia, das muitas que fazia, para me vir falar. Assim fez. Tendo que sair de Inglaterra por motivos de saúde, escolhe Portugal – ou, mais propriamente, a costa do Sul – para estancia de repouso. Em 29 de Agosto recebi um telegrama anunciando que chegava no Alcântara e pedindo que o fosse esperar. O Alcântara, retido em Vigo pelo nevoeiro, chegou a 2 – em vez de a 1 - de Setembro. Esperei Crowley, e encontrei-o, como se combinara. Datam desses dias as nossas relações pessoais. Crowley vinha acompanhado de uma senhora muito jovem que supus ser inglesa, mas depois soube ser alemã e chamar-se Hanni Larissa Jeage. Ficaram os dois no Hotel l’Europe, de onde foram, do dia seguinte, para o Hotel Paris, no Estoril. Encontrei-os (aos dois) só duas vezes depois da chegada – uma vez no Estoril, no dia 7; outra vez em Lisboa, no dia 9. Depois do dia 9 não tornei a ver Miss Jaeger. Em 18 de Setembro recebi uma carta de Crowley, escrita no Hotel Miramar, no Monte Estoril. Dizia-me que Miss Jaeger tivera, na noite de 16, um violentíssimo ataque histérico, que havia sobressaltado o Hotel Paris inteiro; que em virtude disso tinham vindo para o Hotel Miramar mas que, na manhã de 17, Miss Jaeger tinha desaparecido, deixando apenas duas linhas a lápis, dizendo que “voltava em breve”. No mesmo dia Crowley apareceu-me em Lisboa, visivelmente preocupado com o desaparecimento de Miss Jaeger. Disse-me que o que sobretudo o preocupava era a hereditariedade carregadíssima dela, a sua tendência proclamada para o suicídio, e a convicção em que estava de estar sendo perseguida por um mago negro chamado Yorke. Achava pois urgentíssimo descobrir o seu paradeiro. Como me pareceu realmente importante encontrar Miss Jaeger – cuja tendência para o suicídio, com ou sem magos negros, não era tranqüilizadora – fui à Polícia de Segurança, por ser meu amigo o segundo-comandante, major Joaquim Marques, e a este expus a situação e pedi que se fizesse o possível para encontrar a desaparecida. Ficaram de a procurar, e sei que de facto a procuraram. Que eu soubesse, não a conseguiram encontrar. Vejo agora, num jornal, que a Polícia (não sei bem qual) descobriu que ela saíra do país no dia 20, a bordo do vapor Werra para a Alemanha, e que era americana e não alemã, tendo até pedido auxilio monetário no Consulado dos Estados Unidos. Registro e duvido. O passaporte dela, como vi e o tinham no Hotel de l’Europe, era alemão. Crowley ficou em Lisboa, no Hotel de l’Europe desde o dia 18 até ao dia 23 (salvo domingo, 21, em que foi jogar xadrez a Sintra). Foi durante esta estada em Lisboa que lhe falei mais vezes. No dia 22 disse-me, e no dia 23 repetiu-me, que ia outra vez para Sintra, com que ficara encantado, e que ali se demoraria alguns dias. Despediu-se de mim às 10 horas e meia do dia 23, à porta do Café Arcada, no Terreiro do Paço. Nunca mais lhe falei. Quero crer que ainda o vi. No dia 24, vindo da Estrela, de manhã, no carro que desce a Avenida, vi Crowley, ou o seu fantasma, entrar, com outro indivíduo, para a Tabacaria Inglesa. Em nenhum dos casos havia tempo, ou até razão, para lhe falar, nem estranhei muito que viesse a Lisboa um indivíduo que está em Sintra. No dia 25, passando pelo Hotel de l’Europe, perguntei contudo ao porteiro se o Sr. Crowley efectivamente estava em Sintra. Respondeu-me que sim, e que se demorava até ao fim da semana. Disse-lhe que perguntava porque tinha visto o Sr. Crowley, no dia anterior, nas imediações do Cais do Sodré; a isto o porteiro respondeu textualmente, “é que ele deve ter ido ontem ao Estoril com um amigo que tem em Sintra”. Isto, como é de ver, confirmou a minha impressão de cuja justeza não tinha razão para duvidar – de ter visto Crowley duas vezes no dia 24. Eu aceitaria de bom grado a indicação da Policia Internacional; aceitaria, de menos bom grado, a hipótese de que se tratasse de uma mistificação de Crowley, se não fosse uma circunstancia, contida na carta achada na Boca do Inferno, que me fez reverter, em certo modo, à minha impressão primitiva. A carta, traduzida literalmente, diz o seguinte: L. G. P. _____________________________ Ano 14, Sol em Balança. Não posso viver sem ti. “A outra Boca do Inferno” (sic) apanhar-me-á não será tão quente como a tua. Hisos _______________________________ Tu Li Yu. Explico até onde compreendo, e deixo o importante para o fim. “Ano 14” é sem duvida o ano presente, na cronologia especial adoptada por Crowley, e cuja origem desconheço. “L. G. P.” não sei o que é, mas pela colocação na carta, deve ser o “nome místico” de Miss Jaeger, ou as iniciais dele. “Hisos” também não sei o que é, mas também pela colocação, suponho ser uma “palavra magica”, entendida só pelos dois, “Tu Li Yu”, sei o que é, por Crowley uma vez ter me falado nisso: é o nome de um sábio chinês, que viveu uns três mil anos antes de Cristo e de quem Crowley dizia ser a encarnação presente. E agora o ponto importante: A data é “Sol em Balança”. Ora o Sol entrou no signo de Balança às 18 horas e 36 minutos do dia 23 de Setembro: nesse signo permanece até cerca de 22 de Outubro. Essa carta foi portanto escrita entre essa hora do dia 23 e a hora em que foi encontrada. Data falsa? Não. Um astrólogo pode pôr datas falsas, como toda a gente, desde que use algarismos ou formulas vulgares, O QUE NENHUM ASTRÒLOGO, POR MOTIVO QUE NÃO É LÍCITO REVELAR, OUSARIA FAZER, É FALCEAR UMA DATA ESCRITA EM SINAIS DOS ASTROS. Aceito que um astrólogo seja tido por louco; mas então essa loucura é um dos sintomas fatais de sua superstição. Sobre o facto de Crowley assinar a carta, não com o próprio nome, nem com nenhum dos seus nomes ocultos ou maçónicos mas com o nome representativo do que considera a sua primeira encarnação representativa, ou o seu primeiro “ser essencial”, também haveria algumas observações a fazer, e de algum modo viriam para o caso. O que aí está porém, já basta.” Para se fazer uma análise a entrevista de Pessoa podemos começar por mencionar o simples nome do local em questão, a “Boca do Inferno”. Daqui podemos falar dos Mundos Subterrâneos, novamente ligando isto ao Shamballa, ou então á tradicional descida aos infernos dos Grandes Iniciados, para o seu renascimento. Também há outras tradições que defendem que a caverna do “Boca do Inferno” se prolonga até Sintra, sendo na verdade uma caverna de iniciação, novamente a morte e o renascimento simbólico do Iniciado. Quanto ás estranhas pistas deixados por Crowley, a carta e a cigarreira, as iniciais “L. G. P.”, talvez na verdade seja G. L. P. de Grande Loja Portuguesa, Ordem de Mariz talvez? “Tu Li Yu” também pode querer dizer “Tu e Eu” e “Hisos” vem do sânscrito Surya, Souss, o Sol. Juntando tudo fica “Eu sou Um com o Espírito Universal”. E por fim a sua cigarreira tinha pintada duas cenas de aspecto Egípcio, uma retratando uma clara cena de Iniciação e outra com um individuou (Iniciado) em posição fetal a segurar uma cruz ansata, ou seja, a renascer. Isto tudo grita, vezes e vezes sem conta Iniciação, a Iniciação de Crowley em Mistérios bem maiores do que os em que ele próprio deambulava e o seu Mestre não foi mais que Fernando Pessoa. Podia continuar muito mais mas assim isto deixava de ser uma apresentação e passava a ser uma transcrição completa do livro de Vítor Manuel Adirão, e o meu grande respeito pelo autor impede-me de fazer tal coisa. Para mais, ainda á dias comprei o livro “Fernando Pessoa e os Mundos Esotéricos” para aprofundar este tema ainda mais. Se na sua leitura surgir algo que deva ser aqui acrescentado, serão os primeiros a saber. Não deixem de ler a Mensagem... AQUI e para os que queiram ler a carta completa a Casais Monteiro cliquem AQUIValete Frates e tambem Porto-Graal Sempre!
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| Sith'Ari |
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Sim, sr. Grande texto!!!!!
Das suas opiniões sobre o espiritismo e a teosofia vê-se claramente que Fernando Pessoa era um ocultista e, na altura, o expoente máximo deste era a Golden Dawn. Mas gostava de saber mais sobre esta sua afiliação, pq na altura já a GD estava em queda e várias sub-facções tinham surgido. Gostava de saber em qual delas terá ele sido iniciado e onde. Mas talvez isso nunca se venha a saber. Se descobrires alguma coisa diz Tomoe, e os outro tb.
Fikei intrigado com o k o VMA diz de R+C, realmente a sua associação com o Tetragramatão não é clara. No entanto,(e pegando na associação de R+C aos rozacruz) sendo o FP um adepto da GD, não é de estranhar que ele assinasse as cartas como rozacruz pois a GD dizia-se ( e diz-se) a nova ordem rosa-cruz, k tem de ser reformada cada 111 anos ( ..., 1666, 1777, 1888, 1999,... ) sendo estes a ordem exterior da Fraternidade Branca, na altura designada por A:.A:.(sigla de Argentum Astrum), sigla essa k foi usurpada por Crowley para o seu prototipo da OTO.
Quanto á distinção das 3 caminhos: o Magico, o Místico e o Alquímico, não sei se separar o alquimico do mágico é correcto, mas vou explorar este assunto melhor e dps posto alguma coisa.
Toda a cena envolcendo o AC e o FP em Lisboa é muito estranha(como tudo o que o envolva o AC), no entanto~, com o relato apresentado pelo proprio FP, não sei se o AC tera sido iniciado por FP, como dizes ao inicio, mas parece-me que Crowley terá descoberto algo(talvez a Ordem de Mariz) em Sintra é obvio, mas parece-me k Pessoa desconhecia isto. Ou então tentava ocultar algo!!!
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| Tomoe |
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Sobre os 3 caminho, tirando directamente da carta a Casais Monteiro:
"Há três caminhos para o oculto: o caminho mágico (incluindo práticas como as do espiritismo, intelectualmente ao nível da bruxaria, que é magia também), caminho esse extremamente perigoso, em todos os sentidos; o caminho místico, que não tem propriamente perigos, mas é incerto e lento; e o que se chama o caminho alquímico, o mais difícil e o mais perfeito de todos, porque envolve uma transmutação da própria personalidade que a prepara, sem grandes riscos, antes com defesas que os outros caminhos não têm."
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| Spectral |
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Grande Escritor
    
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Um bom texto, sim senhor, e convincente.
Só alguns comentários:
| QUOTE | Simplesmente diz: “ Não sou mação nem pertenço a qualquer outra Ordem Maçónica”.
Este ultimo deita por completamente por terra a afirmação de alguns meios maçónicos que o “Fernando Pessoa teria sido iniciado no rito inglês do Royal Arch”. Efectivamente a única ordem que está provada que de facto o Poeta pertenceu não foi outra senão a Golden Dawn (!!!), mas apenas entre os anos 20 e 30, onde supostamente conquistou todos os graus esotéricos. |
Bem, ele podia ter pertencido anteriormente a uma ordem maçónica. E por curiosidade, como está "provada" a sua participação na Golden Dawn ?
| QUOTE | | icardo Reis na via Física ou Magica, Karma-Marga, retratada na Idade media pelas Cantigas de Amigo. Álvaro de Campos no Caminho Místico, Bhakti-Marga, Cantigas de Amor. E Alberto Caeiro na Via filosófica ou Alquímica, Jnana-Marga, Cantigas de Santa Maria, ele é o Mestre de todos os outros, a Realização Mental ou Espiritual. |
Se bem me lembro do Português do 12º ano ( e se tiver errado alguém que me corrija), Ricardo Reis era o poeta de estilo clássico, conservador e admirador dos valores da Antiguidade. Álvaro de Campos o poeta da industrialização e do modernismo ( como Walt Whitman?), enaltecendo as máquinas e outros símbolos da vida moderna. Alberto Caeiro era o poeta bucólico e pastorício que exaltava as simplicidades e virtudes do campo ( e uma religião pagã de comunhão com a Natureza). Como se encaixa isto na descrição dada acima ? (Acho que ainda havia outros heterónimos, mas já não me lembro bem)
| QUOTE | | Tu Li Yu” também pode querer dizer “Tu e Eu” e “Hisos” vem do sânscrito Surya, Souss, o Sol. Juntando tudo fica “Eu sou Um com o Espírito Universal”. |
Com esta deixaste-me perdido ( será influência do VMA por aqui ? :P )
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